Thiago Barros

Cringe, você não é mais jovem

Rixa entre Millenials e a Geração Z, entenda o termo da palavra

Thiago
Thiago Barros / Editor-Chefe TOMMO
Cringe, você não é mais jovem
Pixabay

24 de junho de 2021 - 10:30

Com certeza nessa semana você foi bombardeado com a palavra “cringe“, no entretenimento não se falou em outra coisa além dessa palavra, que assim como eu, você que está lendo, teve que fazer uma pesquisa para saber do que se tratava, e descobriu que não é mais jovem.

Existe uma rixa entre gerações: os Millenials (que estão velhos, de acordo com essa nova descrição), nascidos entre 1980 e 1996, que participaram da transição do analógico para o digital e a Geração Z, composta pelos nascidos entre 1997 e 2010, que só surfaram no digital.

De um lado temos a geração que viu o surgimento da internet, e que adora dizer “quando eu cheguei era tudo mato” e, do outro uma geração que já nasceu pronta para criar memes. A Geração Z, adotou a palavra em inglês ‘cringe’, em tradução livre “vergonhoso”, para descrever o comportamento dos Millenials.

Eu sendo um bom navegante da linha temporal entre o analógico e o digital, fui buscar entender onde os envergonhamos – você Millenials, prepare para se indignar de um jeito que não se indignava desde o episódio final de Game of Thrones:

Se você gosta de um bom café (não importa o método) pela manhã, você está velho. A nova geração acelerada pelas facilidades da tecnologia, acha perda de tempo a primeira refeição do dia – o que, ferver água, não tenho esse tempo não. O estimulante de que precisam está tudo online.

O seriado Friends, a saga Harry Potter, todo o universo da Disney e até a banda Rouge, são uma das referências foram criticadas. O moderno agora é gostar de K-pop e Olívia Rodrigo.

Eu amava ir a locadora de vídeo, locar VHS e cartucho de game, era um espetáculo lá em casa. Nossa nostalgia com o rebobinar de fitas, é uma vergonha para os jovens. Em tempo de serviços de streaming que você pode assistir o que quiser sem nem sair de casa, que papo cringe. Nesse momento me perguntei – e o cinema, vai ser coisa de velho também?

E os boletos? Arcaico. Agora é o momento do internet banking, papel impresso, nada haver né (nisso concordo com a Z). Mas a preocupação com pagá-los sempre será tendência.

Quem já não esteve com a grana curta e dividiu um litrão com os amigos? Aparentemente, 1000 ml de cerveja barata é algo que pega mal – tem que ser long neck.

Eu só uso calça skinny! Rolou um debate no Twitter, onde os jovens descreveram tudo que viam como vergonhoso na geração anterior, e sim, mencionaram a calça jeans que tanto gosto como um dos itens, e também o uso de sapatilhas. ¯\_(ツ)_/¯ nada de emoji também, quem é você, um primitivo para se comunicar com imagem.

Foi ruim né, difícil não ver sentido em algumas coisas, tudo que gosta, que o fez, que o trouxe até aqui, ser criticado, e com o uso de um sentimento tão ruim, vergonha. Mas é assim que são as coisas, de alguma forma também fizemos isso com a geração anterior a nossa, quantas vezes você não foi muito paciente com alguém mais velho que não sabia algo sobre o app ou uma configuração no celular?

Com isso, temos que viver o agora, claro que nostalgia é válida e importante, o passado nos fez, tudo é uma atualização. Temos que estar sempre no agora, e respeitar o fluxo das coisas. Tudo sempre vai mudar, coisas novas irão surgir, pegue o que lhe convir. E o melhor, o que é melhor? É usufruir de tudo e ser feliz ao seu modo.

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