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Panasonic prevê alta no lucro com ajuda de baterias para Tesla

Reuters
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Panasonic prevê alta no lucro com ajuda de baterias para Tesla
Panasonic

10 de maio de 2021 - 09:09 - Atualizado em 10 de maio de 2021 - 09:10

TÓQUIO (Reuters) – A Panasonic espera que o lucro operacional cresça quase um terço neste ano fiscal, já que a recuperação econômica da pandemia de coronavírus estimula a demanda por equipamentos e componentes, incluindo baterias automotivas usadas pela Tesla , disse a empresa nesta segunda-feira.

A fabricante japonesa de itens de bicicletas a secadores de cabelo está procurando atender à crescente demanda por baterias de carros elétricos em mercados-chave como os Estados Unidos e a China por meio de uma parceria de uma década com a Tesla que finalmente está fazendo dinheiro.

A Panasonic espera que sua unidade automotiva registre lucro operacional de 50 bilhões de ienes neste ano, disse o diretor financeiro da empresa, Hirokazu Umeda, em coletiva de imprensa. “As baterias automotivas, que são quase todas Tesla, representam cerca de 40%”, disse Umeda.

A Panasonic prevê que o lucro operacional geral suba 27,6%, para 330 bilhões de ienes (3 bilhões de dólares). O número é um pouco maior do que uma previsão média de 327,56 bilhões com base em estimativas de 16 analistas, mostram dados do Refinitiv.

Também neste ano fiscal, a empresa iniciará uma linha de testes no Japão para fazer grandes células cilíndricas de formato 4680, acrescentou Umeda. A Tesla diz que esse formato reduzirá os custos da bateria pela metade e ajudará a aumentar a produção da bateria em 100 vezes até 2030.

Para o trimestre encerrado em 31 de março, o conglomerado registrou lucro operacional de 31,8 bilhões de ienes (292,09 milhões de dólares), queda de 40% em relação ao ano anterior, com ganhos mais fracos de sua unidade de soluções de vida, que vende iluminação, equipamentos e materiais para edifícios, ofuscando o aumento da receita de componentes automotivos.

Esse resultado foi melhor do que um lucro estimado, na média, de 20,99 bilhões de ienes de cinco analistas consultados pela Refinitiv.

(Reportagem de Tim Kelly)

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