Tecnologia

Microsoft desativará Internet Explorer em busca de vantagem na guerra de navegadores

Reuters
Reuters
Microsoft desativará Internet Explorer em busca de vantagem na guerra de navegadores
Microsoft

20 de maio de 2021 - 09:45 - Atualizado em 20 de maio de 2021 - 09:46

(Reuters) – A Microsoft vai aposentar seu navegador outrora onipresente, o Internet Explorer, no ano que vem, enquanto se prepara para enfrentar o líder de mercado Chrome com seu navegador Edge.

Lançado em 1995, o Internet Explorer se tornou o navegador dominante por mais de uma década, já que era fornecido com o sistema operacional Windows da Microsoft, que vinha pré-instalado em bilhões de computadores.

O navegador, no entanto, começou a perder para o Chrome do Google no final dos anos 2000 e se tornou objeto de incontáveis memes da internet por sua lentidão em comparação com seus rivais.

Para competir melhor, a Microsoft lançou o navegador Edge em 2015, que roda na mesma tecnologia do navegador do Google.

Em abril, o Chrome tinha uma participação de 65% no mercado global de navegadores, seguido pelo Safari da Apple, com uma participação de 18%, de acordo com a empresa de análise da web Statcounter. O Microsoft Edge tem uma participação de 3%, enquanto o Internet Explorer tem uma fatia minúscula do mercado que já dominou.

A fabricante do software Windows disse na quarta-feira que o futuro do Internet Explorer no Windows 10 está em seu Microsoft Edge, mais rápido e seguro.

“O aplicativo de desktop Internet Explorer 11 será retirado e deixará de ser compatível em 15 de junho de 2022 para certas versões do Windows 10”, disse a empresa em um blog.

O navegador estava no centro de um caso antitruste contra a Microsoft há mais de duas décadas, com um juiz dos EUA decidindo que o titã do software violou a lei depois de combinar o Internet Explorer e o sistema operacional Windows.

As violações mais graves da lei foram mantidas em recurso, mas a empresa continuou a agrupar seu sistema operacional e navegador.

(Por Subrat Patnaik em Bengaluru, com reportagem adicional de Eva Mathews)

tagreuters.com2021binary_LYNXNPEH4J0RA-BASEIMAGE