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Acionistas da Joyy planejam fechar capital da empresa avaliada em US$8 bi

Reuters
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26 de agosto de 2021 - 15:48 - Atualizado em 26 de agosto de 2021 - 15:48

Por Julie Zhu

HONG KONG (Reuters) – Os dois principais acionistas da Joyy, seu presidente David Li e o fundador da Xiaomi, Lei Jun, planejam fechar o capital da empresa listada na Nasdaq, em um acordo que pode avaliá-la em 8 bilhões de dólares, disseram três pessoas com conhecimento do assunto.

Eles acreditam que a empresa de redes sociais chinesa está sendo sub-avaliada no mercado, acrescentaram as fontes. A Joyy teve valor médio de mercado de 3,9 bilhões de dólares no último mês, embora o valor líquido dos seus ativos fosse de 5,6 bilhões de dólares em 30 de junho.

Li e Lei planejam oferecer entre 75 e 100 dólares por ação para fechar o capital da Joyy, disseram duas das fontes, um bônus de 50-100% ante o preço médio da ação no último mês.

Concretizado, o plano aumentará a lista de empresas chinesas listadas em Nova York que optaram por sair das bolsas dos EUA fechando o capital ou retornando aos mercados de ações mais perto de casa por meio de listagens secundárias.

Isso acontece em meio à supervisão e exigências mais rígidas de auditoria de reguladores norte-americanos para empresas chinesas, num momento de tensão política entre os países.

A Reuters publicou mês passado que o presidente da Weibo, Charles Chao, e outro investidor avaliavam fechar o capital da empresa chinesa similar ao Twitter, em um acordo que poderia avaliar a e listada na Nasdaq em mais de 20 bilhões de dólares.

Houve 16 acordos anunciados de empresas chinesas listadas nos EUA fechando capital em 2020, avaliados em 19 bilhões de dólares, segundo dados da Dealogic, contra apenas cinco desses em 2019, por 8 bilhões de dólares.

O consórcio Li-Lei conversa com bancos para financiar o acordo e busca um empréstimo usando os 4,9 bilhões de dólares em caixa e equivalentes da Joyy, segundo duas das fontes, acrescentando que quer concluir o acordo até o fim de 2021.

O plano é então cindir o principal ativo da Joyy, a empresa Bigo, que toca uma plataforma de streaming ao vivo e um negócio de vídeos curtos, Likee, e listá-la em Hong Kong.

Fundada em 2005, a Joyy abriu o capital na Nasdaq em 2012. Ela administra a plataforma de redes sociais focada em jogos Hago e tem 15% do site de streaming de video-games chinês Huya. A Joyy afirmou em novembro que venderia seu negócio de streaming ao vivo de entretenimento à gigante de buscas Baidu por cerca de 3,6 bilhões de dólares.