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Transporte coletivo de São José dos Pinhais opera com 50% e 30% da capacidade

Funcionários da própria Auto Viação Sanjotur decidiram operar com frota mínima em respeito aos usuários do sistema. Mas greve continua.

Giselle
Giselle Ulbrich
Transporte coletivo de São José dos Pinhais opera com 50% e 30% da capacidade
(FOTO: REPRODUÇÃO/ RIC RECORD TV)

15 de abril de 2021 - 19:42 - Atualizado em 15 de abril de 2021 - 19:43

Motoristas e cobradores da Auto Viação Sanjotur, que atua no transporte coletivo de São José dos Pinhais, município da Região Metropolitana de Curitiba, decidiram no fim da tarde desta quinta-feira (15) atuar com 50% da frota em horários de pico e 30% nos momentos de entre-picos.

Mesmo estando com os salários atrasados – motivo pelo qual entraram em greve na terça-feira (13) – eles dizem que a decisão foi tomada em respeito ao momento que vive a população de São José dos Pinhais nesta pandemia.

“Ao tomar esta decisão os trabalhadores da Sanjotur se solidarizam com os usuários do transporte e pedem que estes também compreendam e se solidarizem com a situação pela qual passam os funcionários da Sanjotur, que estão desde março sem receber seus salários”, diz a nota oficial, encaminhada à imprensa pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc).

Apesar da decisão, os profissionais destacam que a greve continua. O Sindimoc continua buscando na Justiça do Trabalho um dissídio coletivo de greve, para que se cumpra o direito dos trabalhadores de receber o salário atrasado.

A empresa tem 38 ônibus e 120 funcionários, que rodam em 17 linhas na cidade. Na manhã de hoje, a prefeitura de São José dos Pinhais conseguiu liminar na Justiça, determinando que os ônibus voltassem a circular com pelo menos 75% da frota, sob multa diária de R$ 10 mil. Mesmo assim, os trabalhadores continuaram de braços cruzados.

Depois disto, o Sindimoc diz que conseguiu derrubar a liminar da prefeitura, por entender que a Vara de Fazenda Pública da cidade não era competente para julgar casos trabalhistas. Diante disto, diz o sindicato, a greve continua na cidade até que o sindicato consiga o dissídio na Justiça do Trabalho.

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