Serviços

Paraná prorroga situação de emergência hídrica por mais 6 meses

A decisão foi tomada devido a previsão de poucas chuvas no restante da primavera e no verão

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações da AEN
Paraná prorroga situação de emergência hídrica por mais 6 meses
Foto: José Fernando Ogura/AEN

29 de outubro de 2020 - 19:57 - Atualizado em 29 de outubro de 2020 - 19:57

O governo do Paraná prorrogou por mais 180 dias o prazo de vigência do decreto que instituiu em maio a situação de emergência hídrica no estado. A decisão foi tomada devido ao agravamento da estiagem e a previsão de chuvas abaixo da média nos próximos meses. 

O novo decreto, de número 6.068/20, foi assinado nesta quinta-feira (29) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Crise hídrica no Paraná

O Paraná passa por uma das maiores crises hídricas da sua história. De agosto a outubro, o regime de chuvas ficou entre 50% e 70% abaixo da média em todo estado, com uma situação ainda mais preocupante na Região Metropolitana de Curitiba. O deficit hídrico na região, onde o impacto no abastecimento público é mais grave, foi de 650 milímetros nos últimos 12 meses.

O volume menor de precipitações e o chamado empacotamento das chuvas, quando chove muito em um curto espaço de tempo, prejudicam a produção de água nos reservatórios. Até esta quinta-feira, o nível das barragens que compõem o Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e região metropolitana estava em 27,5%, um dos mais baixos de sua história.

“Vivemos uma situação bastante preocupante e as previsões não são animadoras. Fazemos mais um apelo à população para que faça uso racional da água e economize o máximo possível. Temos a META20, que propõe que cada um reduza em 20% esse consumo. Isso é fundamental para que tenhamos água nos reservatórios até a normalização das chuvas”, ressalta o diretor-presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Claudio Stabile sobre a necessidade de racionamento de água. 

Desde agosto, a Sanepar passou a adotar um rodízio de 36 horas em 36 horas, dada a situação crítica dos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de Curitiba.

Chuvas no estado

A previsão do Simepar para os próximos meses não é animadora. Conforme o diretor-presidente do sistema, Eduardo Alvim, é necessário de três a seis meses de chuvas regulares para a situação voltar à normalidade. No entanto, a primavera e o verão, serão mais afetadas do que o esperado pelo fenômeno La Niña, que ocasiona em menos chuvas no Sul do Brasil

“Era esperada que a La Niña tivesse menor intensidade, mas previsões resistentes apontam que o fenômeno será mais forte. Isso não significa que não vá chover, mas é esperado menos chuva que a média, o que dificulta a regularização das bacias de abastecimento e a vasão dos rios”, explica Alvim. “Por isso, é importante a adoção de medidas de controle e equilíbrio entre a oferta e demanda de água. Leva um tempo para regular o ciclo hidrológico, para a água ser absorvida pela terra para alimentar os lençóis freáticos”, explica.

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.