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Boletim de balneabilidade: três pontos estão impróprios para banho no Paraná

No Interior todos os pontos se mantêm balneáveis

Guilherme
Guilherme Becker / Editor com informações da Agência de Notícias do Paraná
Boletim de balneabilidade: três pontos estão impróprios para banho no Paraná
(Foto: Rodrigo Felix Leal)

8 de janeiro de 2021 - 09:36 - Atualizado em 8 de janeiro de 2021 - 09:36

A maioria dos pontos monitorados no Litoral e prainhas do Interior nesta temporada de verão está favorável para banho. É o que aponta o quarto boletim de balneabilidade emitido pelo Instituto Água e Terra (IAT) nesta sexta-feira (8). No Litoral, somente três pontos estão impróprios: Ponta da Pita, em Antonina, o Rio do Nunes, próximo à Ponte PR-340, em Morretes, e o Balneário Olho D’água, na Avenida Principal, em Pontal do Paraná. No Interior todos os pontos se mantêm balneáveis.

O Olho D’Água apareceu como impróprio nesta semana. “Ele fica próximo a um ponto impróprio permanente. O grande fluxo de pessoas no local, aliado às chuvas comuns nessa época, podem provocar o transbordamento desses rios, que sofrem com descarte irregular de esgoto, até chegar em pontos de banho no mar”, explica a bióloga do Laboratório de Microbiologia do IAT em Curitiba, Beatriz Ern da Silveira.

Ponta da Pita se apresenta impróprio desde o primeiro boletim e o Rio Nunes aparece nesta categoria por três vezes consecutivas. “Os principais fatores que dão origem à contaminação das águas são as fortes chuvas, esgoto urbano e o grande fluxo de banhistas”, complementa a bióloga.

Agora a qualidade das águas pode ser acessada também pelo novo aplicativo para sistema Android “Balneabilidade Estado do Paraná”, além do site do Instituto Água e Terra. Serão emitidos nove boletins, sendo o último no dia 12 de fevereiro, e divulgados às sextas-feiras.

Monitoramento

O IAT monitora as águas da Costa Oeste, Norte e Litoral no período de maior fluxo de veranistas para avaliar a concentração de bactérias Escherichia coli (E.coli), presentes em esgoto sanitário clandestino e fezes humanas e de animais de sangue quente.

Quanto maior a quantidade da bactéria na água, maior a possibilidade da existência de agentes patogênicos que podem colocar em risco a saúde dos banhistas.

As doenças mais comuns são gastroenterite, diarreia, doenças de pele e infecções nos olhos, ouvidos e garganta. Outras mais graves também podem ser transmitidas por meio da água, como hepatite A, cólera e febre tifoide.

Os pontos monitorados ficam em Guaratuba (13), Matinhos (14), Pontal do Paraná (11), Ilha do Mel (6), Morretes (3) e Antonina (2). O boletim também aponta dez rios, canais e galerias considerados permanentemente impróprios para banho no Litoral, independentemente da época do ano. Eles estão indicados em letras maiúsculas no boletim.

Na Costa Oeste do Estado são monitorados pontos de prainhas e rios nas cidades de Foz do Iguaçu (2), Santa Terezinha de Itaipu (3), São Miguel do Iguaçu (2), Itaipulândia (1), Missal (1), Santa Helena (3), Entre Rios do Oeste (2), Marechal Cândido Rondon (2) e na Costa Norte no município de Primeiro de Maio (1).

Cada ponto monitorado possui uma bandeira indicando se o local está próprio ou impróprio para banho. Elas são atualizadas às sextas-feiras, após resultado do novo boletim.

A sinalização refere-se à condição da água a 100 metros à direita e à esquerda de cada bandeira. A cor azul indica que a água apresenta boas condições de balneabilidade em qualquer condição climática e a vermelha representa áreas inadequadas para banho.

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