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Banco de Leite do HU de Maringá garante alimentação para bebês de diversos hospitais

A instituição atende diversos hospitais para garantir alimentação àqueles bebês que, por algum motivo, não podem recebê-la diretamente da mãe

Daniela
Daniela Borsuk com informações da Agência Estadual de Notícias
Banco de Leite do HU de Maringá garante alimentação para bebês de diversos hospitais
(Foto: UEM)

1 de agosto de 2021 - 16:52 - Atualizado em 1 de agosto de 2021 - 16:52

Nesse 1º de agosto, Dia Mundial da Amamentação, o Hospital Universitário de Maringá (HUM) reforça a importância de seu Banco de Leite Humano (BLH), o único na região. A instituição atende diversos hospitais para garantir alimentação àqueles bebês que, por algum motivo, não podem recebê-la diretamente da mãe.

Até o sexto mês de vida o leite materno deve ser o único alimento ingerido pelo bebê. Nele, a criança recebe as substâncias necessárias para sua nutrição e anticorpos fundamentais para protegê-la no início da vida.  

O BLH é abastecido graças a mulheres que, como Patrícia Fernanda Ramalho, produzem leite em excesso e fazem a doação, garantindo qualidade de vida para outras crianças. 

Ela, que é supervisora de loja, teve seu segundo filho há quatro meses e a partir do sexto dia de vida do pequeno Arthur Ramalho começou a fazer a coleta. “Me sinto muito privilegiada. Sempre foi um sonho ser mãe e poder amamentar. Meu sonho também era poder doar leite materno, me sinto muito feliz por poder ajudar”, conta.  

Semanalmente, os servidores do BLH visitam as mães doadoras para recolher os frascos com o leite que alimenta, em média, 130 bebês receptores por mês em Maringá e região. 

Miguel Silva é uma dessas crianças receptoras. A mãe, Jacqueline de Oliveira, explica que o filho nasceu prematuro e que por 24 dias, até o ganho de peso ideal para sair da UTI Neonatal e ir para a enfermaria pediátrica, onde ficou por mais 21 dias, foi alimentado com o leite doado ao BLH por mães como a Patrícia Ramalho.  

“É um sentimento de gratidão saber que tem pessoas que estão dispostas a fazer doação e salvar as vidas dos bebês que precisam do leite materno”.

destaca Jacqueline. 

Hoje, com dois meses e com excelente saúde, Miguel já consegue alimentar-se do leite produzido pela mãe, complementado pela fórmula. 

Como doar

As mães que tenham interesse em ser doadoras devem ter leite excedente e entrar em contato com o Banco de Leite. “Se tiver leite excedente e estiver saudável, ela é considerada doadora apta. Neste caso, preenchemos um cadastro e, caso necessário, fazemos o pedido de alguns exames que são realizados na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência da doadora”, explica Lívia Bortolato Bassan, enfermeira do BLH. 

Ainda de acordo com Lívia, essas mães também recebem orientações sobre a higienização e cuidados para fazer a coleta do leite. “Os cuidados são importantes para evitar a contaminação e o descarte do leite”, justifica a enfermeira.

Data mundial

Em 1º de agosto é comemorado o Dia Mundial da Amamentação. A data está inserida na Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e no Mês de Aleitamento no Brasil – o Agosto Dourado.  

Esse movimento, tanto nacional quanto mundial, tem o objetivo de estimular o aleitamento materno e a criação de bancos de leite humano, garantindo, assim, melhor qualidade de vida para crianças em todo o mundo.  A data é comemorada em 120 países, anualmente, entre os dias 1º e 07 de agosto.