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Após paralisação de trabalhadores, Justiça determina volta parcial do transporte coletivo em Londrina

Na decisão, a Justiça determinou o retorno de pelo menos 70% dos motoristas e cobradores durante os horários de pico

Daniela
Daniela Borsuk
Após paralisação de trabalhadores, Justiça determina volta parcial do transporte coletivo em Londrina
(Foto: Divulgação/ TCGL)

10 de abril de 2021 - 10:00 - Atualizado em 10 de abril de 2021 - 10:00

Em decisão publicada na noite desta sexta-feira (9), o Tribunal Regional do Trabalho determinou a volta parcial dos trabalhadores do transporte coletivo de Londrina. Motoristas e cobradores da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) haviam iniciado uma paralisação pela manhã, alegando falta de pagamentos e más condições de trabalho.

Na decisão, a Justiça determinou o retorno de pelo menos 70% dos motoristas e cobradores de cada linha e escala do transporte coletivo de Londrina nos horários de pico, das 5h às 9h e das 17h às 20h, de segunda a sexta-feira. Fora dos horários determinados, pelo menos 50% dos profissionais devem atuar.

Além disso, a Justiça ainda estabeleceu uma multa de R$ 40 mil por dia para os trabalhadores em caso de descumprimento da decisão. Também ficaram proibidos movimentos que impeçam o cumprimento das funções, como bloqueios nas garagens das empresas onde os ônibus ficam estacionados, por exemplo.

Paralisação

Os trabalhadores alegam falta de pagamentos e más condições de trabalho. Em reunião nesta quinta-feira (8), que teve a participação de membros do Ministério Público, as empresas revelaram a necessidade de um aporte da prefeitura devido à queda de receita durante a pandemia. O governo municipal, no entanto, informou que não possui condições de oferecer este aporte.

De acordo com a reportagem de sexta-feira da equipe da RIC Record TV de Londrina, trabalhadores da TCGL já realizaram uma paralisação em janeiro e os funcionários chegaram a reclamar de horas extras não pagas, más condições dos uniformes e problemas pessoais causados pelo trabalho. Durante a renovação da última concessão, houve uma liminar na Justiça, mas a empresa conseguiu renovar o contrato.

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