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Água ficará 5,7% mais cara a partir de maio no Paraná

Mais aumentos deverão vir, já que a previsão é que a Sanepar reponha as perdas inflacionárias ao longo dos próximos quatro anos.

Giselle
Giselle Ulbrich
Água ficará 5,7% mais cara a partir de maio no Paraná
(Foto: Divulgação)

15 de abril de 2021 - 21:05 - Atualizado em 15 de abril de 2021 - 21:26

A tarifa de água vai subir 5,77% em maio no Paraná. Com isto, o metro cúbico de água passará a custar R$ 5,6675. O reajuste foi aprovado na quarta-feira (14) pelo Conselho Diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar).

Este não é o primeiro aumento da água este ano. A tarifa já tinha sido reajustada em 5,11% em fevereiro. É permitido à Sanepar fazer reajustes de tarifa anualmente, para compensar perdas inflacionárias. No entanto, a companhia de saneamento já havia explicado anteriormente que estava há algum tempo sem fazer reajustes.

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No começo do ano passado, antes da pandemia, a Agepar autorizou o aumento de 9,62% da tarifa, apenas uma parte das perdas da companhia desde 2017. O aumento seria aplicado em setembro. Porém, diante da crise social e econômica desencadeada pela pandemia, o governo estadual pediu que o reajuste fosse adiado.

Desta forma, em acordo com a Agepar, ficou definido que a Sanepar faria o reajuste em etapas, ao longo de quatro anos. E o aumento que passará a valer em maio faz parte 1ª fase da 2ª Revisão Tarifária Periódica (RTP). Desta forma, mais reajustes estão previstos pelos próximos meses e anos. O planejamento é que a recomposição das perdas sejam feitas de forma escalonada, para não impactar de repente o orçamento familiar em meio à crise pandêmica.

Revisão tarifária

Ao analisar o reajuste desta 1.ª fase, que passa a valer 30 dias após a publicação no Diário Oficial (ou seja, mês que vem), Agepar, Sanepar e usuários do sistema discutiram dois cenários: manutenção da compensação do saldo da conta gráfica em quatro anos com o índice de 5,7701% ou a compensação da conta gráfica apenas para o primeiro ano do ciclo tarifário, com índice de 6,4845%. O relatório recomendou e o Conselho Diretor aprovou a primeira opção.

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