Violência contra criança

Vigia de condomínio acusado de pedofilia diz que é inocente: “só na amizade”; veja relato

O homem confirmou que trocou mensagens com uma criança de 11 anos moradora do prédio em que trabalhava, mas disse que a conversa não teve cunho sexual

Daniela
Daniela Borsuk com informações de Thais Travençoli, da RICtv
Vigia de condomínio acusado de pedofilia diz que é inocente: “só na amizade”; veja relato
(Foto: Reprodução/ RICtv)

14 de janeiro de 2022 - 10:41 - Atualizado em 14 de janeiro de 2022 - 10:41

Fabiano Mauro Pereira, de 39 anos, o vigia de um condomínio de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, que foi detido suspeito de pedofilia, deu entrevista para a RICtv, mostrou o rosto e afirmou que é inocente. O homem confirmou que trocou mensagens com uma criança de 11 anos moradora do prédio em que trabalhava, mas disse que a conversa não teve cunho sexual e falou com ela “na amizade”.

O vigia argumentou que a menina pediu seu número de telefone enquanto ele fazia uma ronda no condomínio e que as mensagens eram inofensivas.

“Ela pegou e pediu o meu número de telefone, eu passei para ela. Aí ela pegou e me mandou uma mensagem, ela falou ‘boa noite’, aí eu falei ‘você é simpática’, falei ‘tá frio’, ela falou ‘tá um tempo chuvoso’, aí eu falei ‘mais tarde, se quiser conversar, eu tô por aí”, mas não com a intenção de abusar dela, só na amizade”,

se defendeu.

O homem, que foi linchado pelos condôminos no momento da prisão, disse que foi detido injustamente. “Eu sou inocente. Eles me bateram injustamente, sem eu dever nada”, relatou. Ainda, afirmou que não enviou fotos suas e que não pediu que a menina mandasse nenhuma imagem, mas confessou que sugeriu que ela colocasse uma foto no perfil, segundo ele, para “identificar ela na agenda”.

O advogado de Fabiano, Jailson Santos, explicou o contexto relatado pelo seu cliente.

“Ele falou para ela ‘a foto do seu perfil é um bichinho, um emoji, você poderia colocar uma foto sua para ficar melhor de identificar você na agenda’, só que, em nenhum momento, houve nenhuma conversa libidinosa, nenhuma conversa de cunho sexual”,

disse o advogado.

“Eu errei, de fato, de pegar o número dela. Mas de maneira alguma eu faltei de respeito contra ela, de maneira alguma eu queria algo a mais com ela”, disse o vigia. Ele ainda comentou que está com medo de sair de casa e de ser agredido novamente. Ainda, disse que ele e a esposa precisaram dormir fora de casa para garantir a segurança do casal.

Na quarta-feira (12), um dia após a prisão do suspeito, uma testemunha, um morador do condomínio, deu a versão dele de como tudo aconteceu.

“Domingo houve essa ocorrência dele sentar no banco e conversar com a minha filha e com a filha do vizinho, elas estavam brincando, e eu vim desconfiando dessa conversa dele. E meu filho veio e falou ‘pai, ele pegou o telefone de uma menina de 11 anos’, o WhatsApp de uma menina de 11 anos e perguntou se a mãe da menina monitorava o WhatsApp dela. Aí ontem eu chamei a vizinha na parte do dia e falei pra pra ela falar para a filha dar corda no WhatsApp para ver se ele era aliciador de menor mesmo. E ela deu corda para ele no WhatsApp e o mesmo respondeu o questionamento que ela tava fazendo, falando para ela mandar fotos e para ela colocar foto no perfil tudo, e o mesmo estava no banheiro do quiosque, da churrasqueira, conversando com uma criança de 11 anos”, 

disse o morador do prédio.

O vigia trabalhava no condomínio há cerca de um mês e teve que sair do emprego. O celular do suspeito vai passar por uma perícia para verificar as mensagens. Fabiano foi preso, mas como não estava em flagrante, foi ouvido na delegacia e liberado.