Violência contra a Mulher

Novas vítimas de médico ginecologista de Paranaguá procuram a polícia

Mulheres que reconheçam o tipo de abordagem do médico ginecologista e que tenham passado por situações de abuso sexual devem procurar a polícia

Daniela
Daniela Borsuk com informações se Bruna Froehner, da RICtv
Novas vítimas de médico ginecologista de Paranaguá procuram a polícia
(Foto: Ilustração/ Pixabay)

24 de maio de 2022 - 15:21 - Atualizado em 24 de maio de 2022 - 15:21

Novas vítimas procuraram a Polícia Civil para denunciar casos de assédio, abuso sexual e importunação contra um médico ginecologista de Paranaguá, no Litoral do Paraná. Agora já são 10 inquéritos instaurados e, de acordo com os relatos, o homem também agia contra colegas de trabalho em um hospital que atuava na cidade.

Nesta terça-feira (24), o delegado responsável pelo caso, Nilson Diniz, contou que as investigações já estão em andamento e que a Polícia Civil incentiva as vítimas a procurarem a delegacia e darem seu relato sobre as situações que passaram.

“Já tem 10 investigações instauradas na subdivisão policial para apurar eventuais crimes contra a dignidade sexual. A partir do momento em que foi noticiado o primeiro fato, outras vítimas se sentiram encorajadas, começaram a procurar a Polícia Civil e imediatamente foi dispensado o atendimento de forma a preservar a dignidade destas mulheres e já instauradas imediatamente estas investigações”,

explicou o delegado.

A princípio, os casos estão sendo categorizados como crimes contra a dignidade sexual, mas cada denúncia é analisada. “A notícia gira em torno da dignidade sexual, como eu mencionei, e a grande maioria violação sexual mediante fraude, mas há casos que podem receber um tratamento diferente, de acordo com o que for noticiado”.

Uma ex-colega de trabalho do médico ginecologista, que falou com a RICtv após uma matéria sobre outras denúncias ir ao ar no Balanço Geral Curitiba, afirmou que foi assediada e que sabe de outras vítimas.

“Eu sai do meu setor e ele saiu do centro obstétrico, a gente deu de cara um com o outro. Ele me agarrou pelos dois braços, me balançou e disse: “você não sabe a vontade que eu tenho”. Eu levei um susto muito grande, nunca imaginei uma pessoa dentro do hospital me agarrando, nunca passei por isso, alguém me agarrar desta forma. Foi assustador. Aí eu disse para ele: se você não me soltar agora, eu vou começar a gritar. Aí ele me soltou e completou dizendo: “nervosinha você””,

relatou a vítima.

O RIC Mais entrou em contato com o advogado do médico e deu espaço para posicionamento sobre as novas denúncias. O advogado Luis Gustavo Janiszewski afirmou que deve dar mais informações sobre o andamento do caso nesta quarta-feira (25).