Violência contra a Mulher

Ginecologista suspeito de abusar sexualmente de pacientes é alvo de operação da polícia

Pelo menos nove mulheres foram até a delegacia e denunciaram o médico ginecologista, que atendia no Litoral do Paraná

Daniela
Daniela Borsuk / Editora com informações da RICtv
Ginecologista suspeito de abusar sexualmente de pacientes é alvo de operação da polícia
(Foto: Bruna Froehner/ RICtv)

22 de junho de 2022 - 11:54 - Atualizado em 22 de junho de 2022 - 12:50

Um médico ginecologista suspeito de abusar sexualmente de pelo menos nove mulheres foi alvo da operação “Dignitas”, da Polícia Civil do Paraná, na manhã desta quarta-feira (22). A equipe policial cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Paranaguá, no Litoral, na residência e na clínica do profissional. O médico está sendo investigado por diversos crimes contra a dignidade sexual de pacientes.

De acordo com a Polícia Civil, além dos mandados de busca, a Justiça determinou que o médico seja monitorado eletronicamente com tornozeleira e também decidiu por mais medidas cautelares restritivas. Com isso, o ginecologista não deve se ausentar do país, deve fazer recolhimento domiciliar no período noturno, foi proibido de ter contato com as vítimas e de exercer a medicina. Ainda, a inscrição médica do suspeito deve ser suspensa.

As investigações da polícia começaram depois que uma paciente procurou a delegacia relatando ter sido abusada durante um atendimento. Depois que o caso repercutiu na mídia, novas vítimas começaram a denunciar o ginecologista.

Na época em que as investigações começaram, em maio, o advogado do médico se pronunciou afirmando que os casos se tratavam de mal entendidos e ressaltou que o profissional já atuava na área há mais de 40 anos.

Atualização

De acordo com a Polícia Civil, um celular foi apreendido pela equipe e deve ser agendada uma data para a instalação da tornozeleira eletrônica. O delegado Nilson Diniz havia solicitado a prisão do médico, mas a Justiça optou por medidas cautelares.

O advogado Luis Gustavo Janiszewski esteve na delegacia para acompanhar a operação. “Saio satisfeito com o que eu vi, o Poder Judiciário foi muito prudente, muito cauteloso neste sentido, a preventiva realmente era algo exagerado, não precisava disso. Foi feita a busca e apreensão tanto no consultório do doutor como em sua residência. Ao contrário do que tenta-se fazer crer, a busca e apreensão é algo muito benéfico para o Amauri. É de interesse dele que todos os meios de investigações, de provas sejam usados, quanto mais autoridade policial trabalhar e captar informações, melhor para o Dr. Amauri. Vai chegar ao final e vai esclarecer e pontuar que ele não tem nenhuma prova contra ele, nada que denigra a imagem”, relatou o advogado.