Segurança

Suspeitos de atirarem contra policial são condenados em São Miguel do Iguaçu

Os três réus chegaram a ser julgados por tentativa de homicídio; mas crime foi requalificado para latrocínio (roubo com morte)

Caroline
Caroline Maltaca / Estagiária com supervisão de Giselle Ulbrich
Suspeitos de atirarem contra policial são condenados em São Miguel do Iguaçu
(Foto: Divulgação / Polícia Civil)

21 de outubro de 2021 - 22:27 - Atualizado em 21 de outubro de 2021 - 22:29

Os três homens que atiraram contra o policial Rafael Rambo Martins e sua esposa, Raquel Alvares, na tentativa de roubar o veiculo da família, foram condenados a mais de 12 anos de prisão. O crime aconteceu em fevereiro de 2019 e os réus foram a julgamento nesta quinta-feira (21), em São Miguel do Iguaçu, no oeste do estado.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR), no julgamento, os condenados assumiram que a intenção era roubar o veículo do policial, ou seja, se caso necessário fosse matar os ocupantes do veículo assim o fariam. Na época, o policial Rambo conseguiu fugir dos disparos, saindo ileso da tentativa de assalto.

Inicialmente, os três réus haviam sido denunciados por homicídio qualificado tentado, já que, durante as investigações, houve a suspeita de que eles sabiam que um policial militar dirigia o veículo. Entretanto, em sessão do Tribunal do Júri no dia 1ª de junho, o MPPR sustentou que não havia provas de que os acusados sabiam que um PM dirigia o veículo, pedindo a desclassificação do crime para tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte), que tem pena maior.

Posteriormente, o Ministério Público aditou a denúncia, atribuindo aos três acusados os crimes de latrocínio tentado em relação ao policial militar e sua esposa, que estava no carro atingido.

O assalto, que ocorreu no município de Itaipulândia, resultou aos três condenados, Fernando Fhynbeen Vargas, Sidney Campos de Oliveira e Vitor Henrique Freire de Lima, respectivamente:

  • 11 anos e 8 meses de prisão
  • 13 anos e 10 meses de prisão
  • 13 anos e 10 meses de prisão

Os três permanecem presos.