Segurança

Suspeito de matar Ricardo Marodin recebeu R$ 500 em drogas como pagamento, diz polícia

A Polícia Civil acredita que o homem detido, identificado como Alisson Pacheco, tenha participação também em outros quatro homicídios

Daniela
Daniela Borsuk com informações de Aline Taveira e Tiago Silva, da RICtv
Suspeito de matar Ricardo Marodin recebeu R$ 500 em drogas como pagamento, diz polícia
(Foto: Reprodução/ Polícia Civil)

12 de janeiro de 2022 - 12:27 - Atualizado em 12 de janeiro de 2022 - 12:44

Foi preso, nesta quarta-feira (12), em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, um homem suspeito de envolvimento no assassinato de Ricardo Luis Hortz Marodin, morto durante a festa de aniversário de um dos filhos. O crime foi registrado no dia 7 de novembro de 2021, em um salão de festas de Pinhais. A Polícia Civil acredita que o homem detido, identificado como Alisson Pacheco, tenha participação também em outros quatro homicídios.

Pacheco foi encontrado em uma casa localizada na Rua Formosa do Oeste, em Colombo. Duas crianças também estavam na residência no momento da prisão. Conforme as investigações, o homem teria recebido R$ 500 em drogas para cometer o crime contra Marodin. A Polícia Civil afirma que Pacheco estava no veículo usado no homicídio e teria feito disparos contra a vítima.

De acordo com o delegado Hormínio de Paula, da delegacia de Pinhais, responsável pelas investigações, a polícia tem certeza do envolvimento de Pacheco na morte de Marodin.

“Ele é peça importantíssima em vários casos de homicídios aqui em Pinhais […], nós já temos elementos suficientes da autoria do Alisson contra o Quinho [apelido de Ricardo Marodin]. Ele estava dentro do carro, acabou saindo, as imagens demonstram claramente. Agora, com a prisão dele, nós vamos fazer um interrogatório e confrontar ele com a verdade dos fatos que nós já fizemos os levantamentos”,

explicou o delegado.

Ainda, o delegado afirmou que Pacheco foi o atirador que matou Marodin.

“Nós temos a informação de que ele seria o executor. Ele, e mais uns três ou quatro aqui da região, é que fazem o serviço pesado, que na verdade são os crimes de morte. Ele está envolvido não só no crime de morte, como aproveita o ensejo para fazer a sua traficância. A informação que a polícia tem é de que eles receberam, em troca, uma certa quantia em droga para cometer o homicídio”,

relatou de Paula.

Relembre o caso

Ricardo Marodin foi assassinado a tiros no dia 7 de novembro, em Pinhais, na festa de aniversário de um dos filhos. Na situação, quatro suspeitos fortemente armados chegaram de carro, modelo Voyage, e dispararam contra Marodin, que estava do lado de fora do salão de festas. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Após a morte de Ricardo, sua esposa, Camila Marodin, foi questionada sobre a motivação do crime e afirmava que o marido era correto e não tinha envolvimento com a criminalidade. Investigações da polícia, porém, constataram que ele era chefe de uma organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas.

No dia 12 de novembro, Camila foi presa em uma operação da Polícia Militar em Matinhos, no Litoral do Paraná, detida por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.