Segurança

Rapaz que matou Letícia Stefani a rastreava pelo celular; família diz que ele tinha a senha

Pedro Henrique foi à delegacia com os arranhões dados por Letícia cobertos com maquiagem

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações do repórter Lúcio André, da RIC Record TV
Rapaz que matou Letícia Stefani a rastreava pelo celular; família diz que ele tinha a senha
Letícia Stefani tinha 24 anos (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

4 de outubro de 2021 - 20:43 - Atualizado em 4 de outubro de 2021 - 20:58

Um jovem identificado apenas por Pedro Henrique, ex-namorado de Letícia Stefani Inácio, de 24 anos, foi preso nesta segunda-feira (04) após confessar o assassinato da jovem, que era técnica de enfermagem. Ele teria a senha do telefone de Letícia e, com isto, conseguia rastrear várias atividades dela pelo celular, inclusive a localização do aparelho. Desta forma, conseguiu encontrar Letícia na manhã de sábado (02) e matar a jovem por estrangulamento.

Foram os familiares de Letícia que revelaram ao repórter Lúcio André, da RIC Record TV, que ele tinha acesso ao aparelho dela. Os dois namoraram por cinco meses e ela rompeu o relacionamento há poucas semanas. Inconformado, ele passou a seguir a jovem de todas as formas possíveis.

Conforme o delegado Paulo de Araújo, titular da delegacia de Pinhais, cidade onde ocorreu o crime, na região metropolitana de Curitiba, Letícia foi a uma casa noturna com amigos na noite de sexta-feira (01) e, de lá, postou no Instagram uma foto abraçada com um homem. Pedro Henrique viu a foto, novamente começou a rastrear a jovem e decidiu ir até o condomínio dela, esperar que ela chegasse.

Esperando no jardim

O delegado contou que o rapaz ficou pela frente do condomínio, esperando que alguém saísse de carro pelo portão da garagem, para que ele conseguisse entrar enquanto o portão terminava de fechar. Ele ficou escondido, aguardando a chegada de Letícia. Ela tinha saído da casa noturna por volta das 3h e, em seguida, foi à casa do rapaz com quem postou foto abraçada. A residência fica no bairro Cajuru, em Curitiba. Saiu de lá às 6h20 e chegou em casa quase 6h30.

Letícia deu de cara com Pedro Henrique no estacionamento. Eles discutiram e ela deu um tapa na cara do suspeito, arranhou o rosto dele. Na delegacia, Pedro afirmou que, já entrando no prédio, empurrou ela para se defender dos arranhões. Disse que a jovem caiu, e bateu a cabeça na escada e já ficou desacordada. Então colocou o corpo debaixo da escada e foi embora. O que Pedro Henrique diz não lembrar é sobre o cadarço no pescoço da jovem, já que ela foi encontrada estrangulada, com o cordão amarrado ao pescoço.

Arranhões cobertos com maquiagem

Na manhã desta segunda-feira (04), policiais já desconfiaram da participação de Pedro Henrique no crime e foram até a casa dele, no bairro vila Amélia, em Pinhais mesmo bairro onde ocorreu o crime. O rapaz disse que estava indo à delegacia se entregar, mas os policiais decidiram agir mais rápido e foram antes até ele. Pedro Henrique tinha coberto com maquiagem os arranhões no rosto, no olho e no peito, dados por Letícia.

Pedro Henrique ainda falou aos policiais que jogou a bolsa, o celular e uma blusa da jovem, suja com o sangue dela, num rio próximo à Avenida Ayrton Senna. Bombeiros fizeram buscas no local, mas não encontraram nada. A polícia ainda não sabe se Pedro Henrique está mentindo, ou se os objetos foram levados por usuários de drogas que circulam por ali.

O rapaz foi autuado em flagrante por homicídio, com duas qualificadoras: feminicídio e ocultação de cadáver. A polícia não deu o nome completo do preso e o advogado dele também afirmou ao repórter Lúcio André que não falaria com a imprensa.