Segurança

Psicóloga Melissa: júri continua neste sábado (28) com previsão mínima de 8 horas de duração

Julgamento vai para os debates finais, que devem durar no mínimo oito horas; depois vem a votação dos jurados, a dosimetria da pena e a leitura da sentença

Giselle
Giselle Ulbrich
Psicóloga Melissa: júri continua neste sábado (28) com previsão mínima de 8 horas de duração
Foto: Daniela Sevieri/RIC Record TV Curitiba

27 de agosto de 2021 - 20:00 - Atualizado em 27 de agosto de 2021 - 20:00

O quinto dia de júri do caso da psicóloga Melissa de Almeida Araújo encerrou, nesta sexta-feira (27), com a conclusão das oitivas dos cinco réus do crime. Com isto, a sessão plenária foi encerrada e será reiniciada neste sábado (28), às 8h, seguindo para os debates finais entre acusação (Ministério Público Federal) e defesa, a votação dos jurados e a dosimetria da pena. Só os debates devem durar pelo menos oito horas, com um itnervalo para almoço no meio.

A oitiva do último réu, Roberto Soriano, durou pouco mais de quatro horas e terminou às 17h40 desta sexta-feira. Acusado de ser o mandante do crime, ele respondeu a todos os questionamentos feitos e negou qualquer participação na morte da psicóloga. Foi depois do depoimento dele que a juíza suspendeu o julgamento, para ser reiniciado no sábado.

Antes de Roberto, quem prestou depoimento foi Wellington Freitas da Rocha. Foram as duas únicas oitivas da sext-feira. Os outros três réus, Elnatan Chagas de Carvalho, Andressa Silva dos Santos e Edy Carlos Cazarim (primeiro réu a ser ouvido), foram realizados na quinta-feira (26), numa sessão que terminou já no início da madrugada.

Crime

Melissa foi morta em Cascavel, no oeste do Paraná, em 2017, quando chegava em casa com o marido. Ela trabalhava no Presídio Federal de Catanduvas e foi vítima da facção criminosa PCC. Melissa não tinha relação com crime ou facção alguma. Foi morta aleatoriamente porque o PCC queria desestabilizar os sistemas prisionais de Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).

Apesar do crime ter ocorrido em Cascavel, como ela era funcionária de um presídio federal e o crime tinha relação com a penitenciária, o processo tramitou pela 13.ª Vara Federal, que tem sede em Curitiba. Por isto o júri está ocorrendo na capital.