Segurança

PF realiza operação contra grupo suspeito de importação ilegal de eletrônicos de alto valor do Paraguai

Grupo teria movimentado cerca de R$ 23 milhões entre 2013 e 2017

Guilherme
Guilherme Becker / Editor com informações da PF
PF realiza operação contra grupo suspeito de importação ilegal de eletrônicos de alto valor do Paraguai
(Foto: Divulgação/ PF)

17 de agosto de 2021 - 07:39 - Atualizado em 17 de agosto de 2021 - 18:32

A Polícia Federal (PF)foi às ruas na manhã desta terça-feira (17) para cumprir mandados de busca e apreensão contra um grupo suspeito de promover a importação irregular de produtos eletrônicos de alto valor do Paraguai. Os suspeitos já eram investigados desde 2018 e o objetivo é apurar a ocorrência de possíveis crimes de descaminho e lavagem de dinheiro.

Além dos mandados de busca e apreensão, a PF cumpriu ordens para o bloqueio de contas bancárias utilizadas pelos investigados e sequestro de imóveis, veículos e empresas. A operação contou com o apoio de 40 policiais e ocorreu nas cidades de Guaíra e Ibiporã, respectivamente nas regiões oeste e norte do Paraná.

Resultados (atualização às 18h30)

As ordens judiciais da operação resultaram na apreensão de seis veículos, uma motocicleta, joias, relógios, diversos aparelhos eletrônicos e valores que chegam ao montante de aproximadamente R$ 77 mil entre cheques e dinheiro em espécie.

Também foram sequestrados 17 imóveis nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Ceará e Rondônia, além de terem sido bloqueadas 39 contas de investigados entre pessoas físicas e jurídicas, e executado o bloqueio de 29 veículos através do sistema RENAJUD (Restrições Judiciais sobre Veículos Automotores).

Operação 

A investigação foi iniciada em 2018 e tinha por objetivo apurar a ocorrência de possíveis crimes de descaminho e lavagem de dinheiro praticados por um grupo criminoso estabelecido em Guaíra.

De acordo com a apuração, a organização criminosa tinha como principal atividade a importação irregular de eletrônicos de alto valor do Paraguai e a lavagem de dinheiro mediante estabelecimentos comerciais de fachada, os quais eram utilizados para dar aparência de legalidade às atividades ilícitas.

No curso da investigação, a PF realizou inúmeras apreensões de produtos eletrônicos de alto valor agregado. Também foi apurado que os integrantes da organização movimentaram, entre os anos de 2013 e 2017, cerca de R$ 23 milhões.