Segurança

MP denuncia delegado aposentado por peculato e desvio de munições

A investigação mostrou que o delegado solicitou um veículo para o combate ao tráfico de drogas, mas na verdade pegou para seu uso pessoal

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais Com informações do MPPR
MP denuncia delegado aposentado por peculato e desvio de munições
(Foto: Divulgação)

21 de setembro de 2021 - 22:17 - Atualizado em 21 de setembro de 2021 - 22:17

O Ministério Público do Paraná (MPPR) realizou a segunda denúncia contra um delegado aposentado da Polícia Civil. A denúncia decorre da Operação Arapongas, deflagrada em setembro do ano passado para apurar a exploração de jogos de azar e a lavagem de dinheiro mediante corrupção passiva e ativa.

O MPPR realizou a denúncia do delegado, que já foi chefe da 22ª Subdivisão Policial de Arapongas, no norte do Paraná. A denúncia foi apresenta ao Juízo da 1ª Vara Criminal de Arapongas e aponta um crime de desvio e apropriação de um veículo Fiat Strada, apreendido durante a investigação no município de Iporã.

O veículo teria sido solicitado pelo delegado da polícia para o combate ao tráfico de drogas na região. Porém, as investigações demonstraram que ele se apropriou do veículo para uso pessoal, mesmo estando aposentado.

O mesmo aconteceu com um colete balístico, usada por policiais civis. O bem deveria ser devolvido à instituição após a aposentadoria do investigado, mas não aconteceu e foi apreendido somente na operação do MPPR. Por fim, a denúncia relata a prática do crime de porte ilegal de 210 munições calibre 380, adquiridas ilegalmente pelo delegado.

Outra denúncia

Também no âmbito da Operação Arapongas, o delegado já havia sido denunciado pelo MPPR.

Na denúncia anterior, contra seis pessoas, são descritos os crimes de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, obstrução da justiça e lavagem de ativos (com diferentes participações dos envolvidos).

Nessa denúncia, o delegado aposentado é citado como um dos coordenadores do esquema criminoso, ao lado de um ex-presidente da Câmara de Vereadores de Arapongas acusado de atuar como chefe do esquema de exploração da contravenção do jogo do bicho, controlando 257 pontos de apostas.