Segurança

Morre em UPA de Foz do Iguaçu bebê de 11 meses com suspeita de abuso sexual

A menina foi levada à unidade de saúde pela mãe e pelo padrasto; ela tinha Síndrome de Down e má-formação no coração

Julia
Julia Cappeletto / Estagiária com supervisão de Caroline Berticelli
Morre em UPA de Foz do Iguaçu bebê de 11 meses com suspeita de abuso sexual
(Foto: Reprodução/Prefeitura de Foz do Iguaçu)

10 de novembro de 2021 - 15:19 - Atualizado em 10 de novembro de 2021 - 15:43

Um bebê de 11 meses, com suspeitas de abuso sexuais, morreu na Unidade de Pronto Atendimento Dr. Walter Cavalcante Barbosa, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. A menina tinha Síndrome de Down e já tinha passado por uma cirurgia cardíaca em maio deste ano, por conta de uma má-formação. A morte aconteceu após uma segunda parada cardíaca, próximo às 12h de terça-feira (9).

De acordo com o diretor técnico do Hospital Municipal, responsável pela unidade de saúde, André Maia, a criança chegou à UPA na madrugada de terça-feira acompanhada da mãe e do padrasto, já com febre, mas apresentava sinais vitais dentro da normalidade.

“Ela tinha um pouco de sintomas respiratórios, um pouco de tosse, mas não era um caso grave naquele atendimento inicial”,

afirma o diretor.

A suspeita de uma possível agressão sexual surgiu quando o quadro de saúde do bebê começou a piorar, já no início da manhã de terça-feira. Nessa situação, a menina teve uma parada cardíaca e a equipe médica precisou reanimá-la. Logo após, a criança precisou ser intubada.

“Ainda não teve nenhuma confirmação. Naquele momento inicial, quando houve a suspeita, a equipe que estava atendendo chamou o atendimento para vitimizadas, aqui em Foz, quem faz esse tipo de atendimento é uma equipe do Hospital Costa Cavalcante, também comunicaram o Conselho Tutelar. E, depois do óbito, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, que é quem vai dar a resposta final sobre o caso”,

explica André Maia.

A mãe, o padrasto e o irmão de 6 anos da criança já foram ouvidos pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria). O caso é investigado pelo Nucria.