Segurança

Justiça aceita denúncia contra donas de asilo de Maringá por maus-tratos e tortura

A Justiça ainda manteve a prisão preventiva de uma das rés e determinou medidas cautelares diversas à prisão contra a outra

Eduardo
Eduardo Igor / Estagiário com supervisão de Giselle Ulbrich
Justiça aceita denúncia contra donas de asilo de Maringá por maus-tratos e tortura
(foto: Reprodução/ RIC Record TV)

30 de agosto de 2021 - 22:13 - Atualizado em 30 de agosto de 2021 - 22:13

Após denúncia do Ministério Público do Paraná, (MP-PR) a Justiça tornou rés as duas proprietárias de um asilo de Maringá, no norte do Paraná, pelos crimes de maus-tratos e tortura.

A juíza Mônica Fleith, da 3ª Vara Criminal de Maringá, manteve a prisão preventiva contra Sandra Kaminski e determinou medidas cautelares diversas à prisão contra filha dela, Larissa Kaminski Huss.

As duas são suspeitas de agredirem os idosos que moravam na Instituição de Longa Permanência. Em um dos casos, um idoso de 91 morreu devido aos maus-tratos, segundo a promotoria. O caso aconteceu no dia 29 de julho, quando ele foi levado ao hospital com o fêmur quebrado.

Segundo a ação judicial do MP-PR, no hospital o idoso teria dito a família que estaria sendo violentado pelas duas donas do estabelecimento. Ele ainda revelou que sofria agressões psicológicas.

Após os casos repercutirem, as duas investigadas ameaçaram as pessoas que sabiam dos fatos no asilo, e segundo o texto da ação, “expuseram às vítimas a intenso sofrimento físico e mental como forma de castigo pessoal ou como medida preventiva”.

Enquanto uma das proprietárias segue presa desde o inicio do mês de agosto, a outra deve comparecer em juízo mensalmente, e está proibida de manter contato com qualquer um dos idosos que eram acolhidos pela clínica ou testemunhas. Ela também está proibida de deixar a comarca e de sair de casa no período noturno ou em dias de folga.