Segurança

Homem que morreu na Rodovia do Xisto teria feito outro caminho, mas decidiu dar carona

Júlio Sthefens, irmão de uma das vítimas do engavetamento da rodovida do Xisto contou que o irmão estava voltando de um funeral e resolveu dar carona a um homem

Caroline
Caroline Maltaca / Estagiária com informações do repórter André Lúcio da RIC Record TV e supervisão de Rodrigo Sigmura
Homem que morreu na Rodovia do Xisto teria feito outro caminho, mas decidiu dar carona
Homem que morreu na Rodovida do Xisto teria feito outro caminho, mas decidiu dar carona (Foto: Reprodução)

24 de setembro de 2021 - 16:06 - Atualizado em 24 de setembro de 2021 - 16:06

O parente de uma das vítimas do engavetamento ocorrido na Rodovia do Xisto, na Região Metropolitana de Curitiba, na última quarta-feira (22), contou ao Balanço Geral que o caminho feito pelo irmão teria sido outro. Porém, por causa de uma carona, ele acabou se envolvendo no acidente entre Araucária e Contenda.

De acordo com o relato de Júlio Sthefens, no dia da tragédia, o irmão Odilon voltava de um enterro em Quintandinha, quando uma pessoa lhe pediu carona e o empresário decidiu mudar a rota e se deslocar até Araucária para ajudar o homem. Ele e mais duas pessoas morreram no grave acidente.

“É muito difícil porque a gente todo dia a gente conversava, ele ia na minha eu vinha aqui…”

contou, emocionado, o irmão da vítima.

Outras vítimas

Edi Carlos Sebastiane, de 44 anos – o homem que pediu carona a Odilon -, também não resistiu aos ferimentos.

Em outro automóvel, o estudante de agronomia Eduardo de Souza Hormung, de 21 anos, que estava votando da casa dos pais também acabou morrendo no local.

Além dessas três mortes, duas mulheres, uma que estava no veículo vermelho que foi parar em uma placa de trânsito, e outra que estava no carro branco que foi arremessado para fora da pista, se feriram com gravidade e foram levadas a hospitais da região.

(Foto: Lucio André/RIC Record TV)

O caminhoneiro responsável pelo acidente conversou com a equipe da RIC Record TV e admitiu ter dormido no volante.

“Aconteceu que, o trânsito estava parado e eu tinha [ido] almoçar na Lapa. Eu [estava] com meia hora de rodagem apenas, e aconteceu que eu acabei cochilando e infelizmente aconteceu isso aí”,

contou o motorista do caminhão que não teve seu nome revelado.

Procedimentos legais

Segundo o delegado responsável pelo caso, Thiago Wladica, o laudo da Polícia Rodoviária Federal deve ficar pronto em 20 dias. Com isso em mãos, será possível dar continuidade na investigação. Ele também informou que em breve, o motorista da carreta será ouvido.

Saudade

Para a família de Odilon, o que restou foi a saudade de um homem que morreu após praticar um ato de bondade e dedicou uma vida toda ao trabalho, a esposa e a filha.

“A gente não pode ter raiva, mas eu não quero que ele faça para os outros o que ele fez para o meu irmão”,

disse Júlio sobre o responsável pelo acidente.