Segurança

Homem engana banco fazendo falsos depósitos e depois incendeia caixa eletrônico

Polícia analisou todos os envelopes de depósito, que permaneceram intactos nas máquinas, e descobriu quem e porquê cometeu o crime

Giselle
Giselle Ulbrich com informações da Polícia Federal
Homem engana banco fazendo falsos depósitos e depois incendeia caixa eletrônico
(Foto: Divulgação / Polícia Federal)

27 de outubro de 2021 - 22:07 - Atualizado em 27 de outubro de 2021 - 22:07

A Polícia Federal (PF) de Londrina cumpriu, nesta quarta-feira (27), um mandado de busca e apreensão na casa de um morador da cidade, no Jardim Shangrilá, suspeito de tentar dar um golpe na agência San Remo, da Caixa Econômica Federal, na região. Ele fez um falso depósito em sua conta bancária durante o dia e, à noite, ateou fogo nos caixas eletrônicos para “apagar” a prova e ficar com o valor em conta.

O incêndio aos caixas ocorreu na noite do dia 20 de junho, por volta das 21h. As imagens das câmeras de segurança registraram dois homens encapuzados e de máscara entrando na agência, jogando algum combustível em dois terminais e ateando fogo.

A primeira constatação feita pela Polícia Federal é de que os terminais incendiados eram utlizados, especificamente, para depóstidos em dinheiro ou cheques. Assim, já suspeitaram de um golpe. A partir disso, os peritos recolheram os envelopes de depósito que estavam dentro da máquina que, por ser bem protegida, não pegaram fogo. Analisaram um a um e identificaram todos os titulares de contas que seriam beneficiados pelos depósitos.

Chamou a atenção a concentração de diversos envelopes em nome de algumas pessoas. Uma delas chegou a entrar em contato com a agência, por meio de aplicativo de mensagens, e depois pessoalmente na agência, cobrando porquê o crédito não havia entrado em sua conta.

Alguns envelopes periciados estavam vazios, apenas com o nome do titular da conta a receber o crédito. Foi justamente este homem que teve um mandado de busca e apreensão cumprido em sua casa, nesta quarta-feira (27). A PF quer mais provas da participação dele no crime e descobrir quem foi o comparsa dele no crime.