Segurança

Grávida faz acordo verbal com motorista que causou acidente e leva calote

No local da colisão, o jovem se comprometeu em pagar o conserto do veículo da mulher, mas agora desapareceu

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações de Marcelo Borges, da RIC Record TV
Grávida faz acordo verbal com motorista que causou acidente e leva calote
Foto: Reprodução/RIC Record TV

4 de agosto de 2021 - 16:09 - Atualizado em 4 de agosto de 2021 - 16:15

Josiela Furquim, grávida de oito meses, não se conforma com o desfecho que teve seu acordo verbal feito com um motorista que bateu em seu carro na BR-116, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, na última segunda-feira (2). Segundo ela, o jovem admitiu estar errado e prometeu pagar pelos estragos causados, mas agora não responde suas tentativas de contato. 

De acordo com testemunhas, a colisão ocorreu quando o veículo conduzido pelo rapaz bateu na traseira do carro que Josiela dirigia. Enquanto o veículo da mulher rodou na pista e parou encostado na mureta de proteção da rodovia, o outro capotou. 

Apesar da gravidade do acidente, ninguém ficou ferido e antes mesmo da chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o condutor conversou com Josiela. “Ele entrou no meu Palio e falou: ‘Moça, vamos resolver amigavelmente. Eu sei que eu estava errado. Eu bati no seu carro. É que eu já vim lá de cima perdendo o controle, ele até falou de um congestionamento que eu não vi, vamos resolver nós dois amigavelmente. Aí, eu falei para ele: ‘Você está bêbado’. Ele falou: ‘Realmente, eu bebi, mas não precisa você chamar a polícia, vamos resolver amigavelmente’. Eu continuei com a minha ligação, que eu estava para o 191, falando com a moça no viva-voz, provavelmente, a moça escutou que ele estava embriagado”, conta a mulher. 

A gestante explica que chegou a fazer o teste de bafômetro, que testou negativo para a ingestão de bebida alcoólica, mas o motorista que admitiu ter bebido não fez. Na sequência, os dois foram liberados e Josiela acreditou que o condutor iria cumprir com sua palavra, o que não aconteceu. 

“Ele falou para mim: ‘Eu sei que fui eu o errado. Eu vou arcar com todas as despesas de vocês. E até agora nada, a gente liga para ele, ele não atende. A gente manda mensagem, ele visualiza e não responde”,

diz Josiela. 

Segundo o especialista em trânsito Celso Mariano, esse tipo de situação pode ser contornada pelos meios legais desde que exista um boletim de ocorrência. “Eu imagino que nenhum dos veículos estava segurando, senão, a seguradora assumiria todo esse protocolo. Mas se a PRF foi lá, tem um boletim de ocorrência, acredito que isso possa ser retomado a qualquer momento. Mas o fato de alguém promover e depois não cumprir, infelizmente, faz parte”. 

Em nota, a PRF informou que o condutor não apresentava sinais de embriaguez e, por isso, não foi detido no local do acidente.

A vítima aguarda o Boletim de Ocorrência feito pela PRF e promete registrar o caso também na Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran). 

A equipe da RIC Record TV foi até a casa do condutor em São José dos Pinhais, na região metropolitana da capital, mas o jovem não estava em casa e seu pai se negou a falar e ainda acusou o repórter de estar invadindo sua residência, mesmo que estivesse na calçada pública.