Segurança

Gaeco investiga pagamento de propina para aprovar projeto de cemitério na RMC

Foram cumpridos mandados no gabinete do prefeito, em três sedes de secretarias e no gabinete de um vereador de Almirante Tamandaré

Daniela
Daniela Borsuk com informações do MPPR
Gaeco investiga pagamento de propina para aprovar projeto de cemitério na RMC
(Foto: Divulgação/ Prefeitura de Almirante Tamandaré)

11 de novembro de 2021 - 11:41 - Atualizado em 11 de novembro de 2021 - 20:48

O Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu na manhã desta quinta-feira (11), 12 mandados de busca e apreensão. O cumprimento das medidas ocorre no âmbito da Operação Óbolo, que investiga suposta solicitação e recebimento de propina por agentes políticos de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.

As ordens judiciais, expedidas pelo Tribunal de Justiça do Paraná, foram cumpridas em 14 endereços, incluindo o gabinete do prefeito, Gerson Colodel, três sedes de secretarias municipais e o gabinete do vereador Cezar Manfron, além de empresas e residências no município, em Curitiba e em Colombo.

Segundo as apurações preliminares, a solicitação e o recebimento de propina teriam ocorrido com participação de intermediários, visando facilitar a aprovação de projeto para construção de um cemitério e um crematório que seria feita por um empresário.

De acordo com o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, foram apreendidos celulares, computadores e documentos que serão analisados pelas autoridades.

“Desconheço motivo”

O vereador Cezar Manfron se manifestou, na noite dsta quinta-feira (11), dizendo que lhe causou estranheza a operação do Gaeco, visto que eles estava colaborando, desde o início, com as investigações. Veja a nota na íntegra:

“O vereador Cezar Manfron, vem esclarecer que causou estranheza os fatos ocorridos hoje 11 de novembro de 2021, sobre as diligências realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Paraná.

O vereador desconhece o teor dos fatos, que não houve acesso à toda investigação, sendo certo que, em todo o momento, colocou-se à disposição para contribuir com as investigações.

O vereador Cezar Manfron reitera seu compromisso com a total transparência, destacando que todas as investigações serão acompanhadas e a colaboração necessária será prestada ao Poder Judiciário, certo da comprovação da legalidade dos atos praticados. Sendo o que cabe a esclarecer no momento.”