Segurança

Gaeco cumpre mandados contra agente prisional e detentos da Casa de Custódia de Londrina

A ação busca acabar com o crime organizado que inseria drogas e celulares na carceragem

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações do MPPR
Gaeco cumpre mandados contra agente prisional e detentos da Casa de Custódia de Londrina
(Arquivo/RICtv)

16 de fevereiro de 2022 - 09:25 - Atualizado em 16 de fevereiro de 2022 - 09:26

Na manhã desta quarta-feira (16), o núcleo de Londrina, norte do Paraná, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra 10 pessoas. Uma delas é um agente prisional temporário da Casa de Custódia de Londrina (CCL), além de cinco detentos.

Os mandados de prisão contra os investigados já detidos na CCL e na Penitenciária Estadual de Londrina foram cumpridos pelo Depen, durante procedimento de revista nas celas. Os outros mandados de busca e apreensão e de prisão foram contra quatro mulheres, em Apucarana, Arapongas, Faxinal e Jacarezinho.

Todos são investigados por crimes de associação ao tráfico, tráfico ilícito de entorpecentes, corrupção ativa, corrupção passiva e ingresso de aparelhos celulares no interior da unidade prisional. Os alvos possuem antecedentes criminais por homicídio, latrocínio, roubo, furto qualificado, motim e tráfico de drogas, entre outros.

A ação desta quarta-feira (16) contou com apoio do Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen) e da Polícia Militar (PM).

Investigação

As investigações começaram a partir de apreensões de aparelhos celulares, maconha e fumo pela Direção da Casa de Custódia de Londrina durante revistas de rotina. Durante as apurações, ficou confirmado o envolvimento do agente prisional temporário que facilitava a entrada ilegal da mercadoria.

O servidor investigado fez contato com detentos e familiares, desde setembro de 2021. Ele recebia propina ao inserir os materiais na carceragem. Conforme verificado pelo Gaeco, o servidor receberia de R$ 3 mil a R$ 4 mil para 300 gramas de maconha; R$ 4 mil para celulares; e R$ 300 por cada pacote de fumo.

Uma das mulheres presas, nesta quarta-feira (16), seria responsável por entregar a droga para o agente prisional, enquanto as outras três seriam responsáveis por negociar com o agente público, receber os valores das vendas dos produtos ilícitos e fazer o pagamento da propina.

O agente prisional foi preso em dezembro de 2021 em flagrante, por porte ilegal de arma de fogo. Em busca domiciliar, policiais encontraram documentos falsos, cédulas falsificadas de R$ 20 e munições ilegais, entre outros elementos.