Segurança

Família acredita que namorada tenha envenenado homem com chumbinho; polícia investiga

A mulher dá outra versão sobre o caso, afirma que não envenenou o homem e que acredita que ele possa ter ingerido remédios e, em seguida, consumido bebidas alcoólicas

Daniela
Daniela Borsuk com informações de Marcelo Borges e Nader Khalil, da RIC Record TV Curitiba
Família acredita que namorada tenha envenenado homem com chumbinho; polícia investiga
(Foto: Redes Sociais)

9 de setembro de 2021 - 14:19 - Atualizado em 9 de setembro de 2021 - 14:19

A família de Altamir Fernandes dos Santos, de 50 anos, tenta entender a morte do mecânico, que faleceu nesta quarta-feira (8), após ficar 28 dias internado em um hospital. A família suspeita que a companheira de Altamir, com quem ele tinha um relacionamento há 12 anos, tenha envenenado o homem. Somente o laudo do corpo de Aldair poderá confirmar a causa da morte e se há sinais de envenenamento.

Em conversa com a mulher, ela afirmou que não envenenou o homem e que acredita que ele possa ter ingerido remédios e, em seguida, consumido bebidas alcoólicas. A família, no entanto, acredita que ele tenha sido envenenado com chumbinho – uma substância de comercialização proibida, comumente usada para matar ratos.

Com a morte de Aldair, a polícia foi até o hospital na quarta-feira para conversar com os familiares e determinou que o corpo fosse levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba para exames e perícias. “Então a gente ainda está fazendo todos os levantamentos necessários para apurar se teve homicídio ou não”, disse o investigador Luiz Felipe Carioca, da delegacia de Colombo.

Um irmão de Aldair contou que, na noite de 8 de agosto, a namorada saiu de casa desesperada e o chamou, dizendo que o namorado estava passando mal. Ao chegar no local, o irmão afirmou ter encontrado Aldair babando e convulsionando, e o levou até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Maracanã, em Colombo. Depois, o homem foi levado para o Hospital Angelina Caron, onde ficou internado por quase um mês.

Os familiares relatam que, no hospital, os médicos falaram sobre sinais de envenenamento. Ainda, contam que desconfiaram da mulher por ela não ter procurado saber do companheiro enquanto ele estava internado.

“Ela nunca se manifestou para saber como ele estava, não foi atrás de nós, de ninguém da família, eu acho muito estranha essa atitude, porque quando a pessoa diz que gosta da outra, ela provavelmente vai procurar saber informações, ver se a pessoa está bem”.

disse o irmão.

A mulher, que é técnica de enfermagem, no entanto, dá uma versão diferente sobre essa história. Ela diz que Aldair afirmou que iria se matar, que tomou remédios e ainda consumiu bebidas alcoólicas.