Segurança

Esposa, mãe e irmão de um dos maiores estelionatários do PR são presos em operação

Foram meses de investigações até que a polícia chegou na família do suspeito que, segundo a equipe, tem envolvimento nos crimes e faz parte da associação criminosa

Daniela
Daniela Borsuk com informações de Nader Khalil, da RIC Record TV Curitiba
Esposa, mãe e irmão de um dos maiores estelionatários do PR são presos em operação
(Foto: RIC Record TV Curitiba)

16 de setembro de 2021 - 14:04 - Atualizado em 16 de setembro de 2021 - 14:26

A esposa, a mãe e um irmão de Layon Egon Azevedo Costa, considerado um dos maiores estelionatários do Paraná, foram presos nesta quinta-feira (16) durante uma operação da Polícia Civil do Paraná. Juliana Guimarães da Silva Azevedo, esposa de Layon, foi detida na casa dos pais, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. O irmão, Davi Costa, foi detido no bairro Atuba, em Colombo, na Região Metropolitana, e a mãe do homem, Teresa de Fátima Azevedo Costa, se apresentou na delegacia junto com o filho.

Layon e um irmão já haviam sido detidos anteriormente, em outra etapa da operação “Irmãos Metralha”, deflagrada em maio deste ano. Foram meses de investigações até que a polícia chegou na família do suspeito que, segundo a equipe, tem envolvimento nos crimes e faz parte da associação criminosa. Conforme o delegado responsável pelo caso, Rinaldo Ivanike, além da família, amigos e dois pastores de igrejas evangélicas também são suspeitos e ainda não foram detidos. Ao todo, foram expedidos oito mandados de prisão e 14 de busca e apreensão.

“É uma organização criminosa comandada pelo Layon, ele é o chefe deste grupo, consta com a participação da mãe, mulher, irmãos, mais dois pastores também. Cada um tinha uma participação efetiva, captação de vítimas, investimentos em dinheiro, engordo contra as vítimas, está tudo bem detalhado”. 

contou o delegado.

Ao todo, 21 pessoas procuraram a delegacia para fazer o boletim de ocorrência denunciando os golpes de Layon. Conforme o relato das vítimas, a quadrilha dava falsas esperanças sobre um esquema de pirâmide financeira com lucros exorbitantes. No primeiro mês, as vítimas chegavam a receber lucros de até 100% do valor investido, mas depois de investirem mais dinheiro e indicarem familiares, elas não viam mais o retorno. Uma empresária relatou que perdeu cerca de R$ 300 mil para a família golpista. A polícia estima que Layon tenha obtido mais de R$ 4 milhões com os golpes.

Além das prisões, a polícia trabalha para bloquear o dinheiro lucrado pelos suspeitos. “Com ajuda da Justiça, da Vara Criminal, estamos levantando, já foram efetuados bloqueios de todas as contas bancárias, foram pedidas as apreensões de nove automóveis que estão em nome da família e foram identificados alguns imóveis também que foram adquiridos com o dinheiro do golpe”, explicou o delegado Ivanike.

O número de vítimas, no entanto, pode ser ainda maior, já que muitas pessoas podem não ter feito boletim de ocorrência contra os suspeitos. As investigações da polícia seguem para cumprir os mandados de prisão dos suspeitos que ainda não foram localizados e identificar outros possíveis envolvidos no esquema. Neste quinta, os mandados de busca foram feitos em cinco cidades do Paraná: Curitiba, Pato Branco, Colombo, Fazenda Rio Grande e Matinhos.

A advogada dos três detidos hoje (16), Paula Turma, afirma que os suspeitos negaram a participação nos crimes durante o depoimento para a polícia. Ainda, a defesa diz que a esposa, a mãe e o irmão de Layon só ficaram sabendo do envolvimento do homem com os golpes depois que ele foi preso.