Segurança

Coordenador da AIFU avalia operação na CIC que terminou com empresária ferida: “Resultados positivos”

“Nesse momento que ela resistiu se debatendo, gritando e esperneando, ela acabou se ferindo porque ela caiu e estava com o rosto em contato com o asfalto”, contou o capitão sobre a comerciante que teve ferimentos

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais
Coordenador da AIFU avalia operação na CIC que terminou com empresária ferida: “Resultados positivos”
(Foto: Reprodução / Redes Sociais)

24 de outubro de 2021 - 13:03 - Atualizado em 24 de outubro de 2021 - 13:28

O coordenador da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (AIFU), que é comandada pela Polícia Militar do Paraná (PMPR), esclareceu a ocorrência em que uma empresária afirma ter sido agredida durante uma abordagem na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Em imagens gravadas na madrugada de sábado (23), é possível ver a mulher sendo imobilizada no chão e recebendo um golpe de soco no rosto. Sobre a ocasião, o capitão Goulart avaliou no geral como “resultados positivos”.

Segundo o oficial, a operação que durou aproximadamente 8 horas entre a noite de sexta feira e a madrugada de sábado teve 14 presos e 17 veículos recolhidos no pátio por irregularidades. Entre os presos, três pessoas foram encaminhadas a delegacia por desacato de autoridade, sendo duas delas reconhecidas em um vídeo (assista abaixo).

“Um dos rapazes estava sendo detido por desacato a autoridade e uma senhora saiu totalmente descontrolada, gritando, exaltada, na direção dos policiais, levando o celular no rosto dos policiais. Em dado momento o policial tirou o celular do rosto e o aparelho caiu no chão. Ela passou a xingar por vários impropérios a equipe e também desferiu tapas no rosto dos militares”,

relatou Goulart.
abordagem pmpr
Momento da abordagem a um rapaz que causou revolta na empresária (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

A mulher citada pelo capitão é Stephany Rodrigues, que é dona de uma hamburgueria localizada na rua Raul Pompéia, na CIC, onde se concentrou a maior fiscalização da AIFU. De acordo com o policial, após xingar os agentes de segurança, a empresária recebeu voz de prisão, porém resistiu e acabou se ferindo.

“Nesse momento que ela resistiu se debatendo, gritando e esperneando, ela acabou se ferindo porque ela caiu e estava com o rosto em contato com o asfalto. Depois que ela foi imobilizada, foi encaminhada para a UPA aqui do CIC para avaliação médica. O atendimento concluiu que não tinha nenhuma lesão grave, nenhuma fratura, mas tinha escoriações. Se dispuseram a fazer a limpeza, mas ela se recusou e aí já se verifica a intenção de manter aquela fisionomia, aquela aparência, para fazer as imagens dando ai um tom mais apelativo para as matérias”,

destacou o capitão.

Com lesões na região do rosto e na boca, a empresária procurou um advogado neste sábado (23) e o caso ganhou repercussão após a divulgação do vídeo da ação dos policiais. Mesmo com as imagens, o capitão reforçou que os ferimentos não foram causados por militares.

“Acabou tendo repercussão como se aquelas lesões tivessem sido causadas pelos militares, quando não foram. As lesões foram claramente decorrentes da resistência e do momento que ela se debatia em contato com o asfalto. A partir do momento que ela foi imobilizada, algemada e ela parou de se debater, não houve mais nenhum tipo de força por parte dos policiais”,

esclareceu Goulart.

O advogado de Stephany repudiou a atitude dos policiais e acusou o capitão de mentir nas declarações.

“O capitão falta com a verdade, vem a público para descaradamente mentir. Dizendo que após ela estar algemada, foi cessado o uso da força, é mentira. Temos um vídeo amplamente divulgado, que o Sargento Rogério Alcir Pinheiro, passa uma rasteira na vítima, ela estando algemada. O capitão queria que ela limpasse o rosto. Para trazer a maquiagem da mentira, dando a entender que a ação desastrosa por parte de dele e seus comandados foi legítima”,

comentou Igor José Ogar, em nota.

Veja as imagens da ação:

Nova fiscalização

Entre a noite deste sábado e a madrugada de hoje, a AIFU esteve novamente na rua Raul Pompéia. Imagens gravadas por populares mostram que desta vez viaturas da PMPR bloquearam um trecho da rua e impossibilitaram que veículos trafegassem na região onde geralmente acontecem aglomerações e badernas.

Em uma das gravações, um comerciante reclama que os clientes só podem chegar a pé.

A equipe do RIC Mais solicitou um balanço desta última operação e aguarda retorno da PMPR

Nota da Polícia 

Em nota sobre a ocorrência envolvendo a empresária Stephany, a PMPR informou que a ação policial na Rua Raul Pompeia aconteceu por conta de inúmeras denúncias e chamados por perturbação do sossego feitos por moradores. A PM também informou que irá apurar as circunstâncias do fato, mas que o policial foi agredido e, por isso, “precisou usar de força gradativa para conter a mulher”.

“A PM informa que a ação policial no local – Rua Raul Pompeia (que é conhecido pelas grandes aglomerações, consumo de drogas e perturbação), se deu devido às inúmeras denúncias e chamados por perturbação do sossego e da tranquilidade feitos por moradores daquela rua há algum tempo. Muitas destas reclamações, inclusive, foram veiculadas pela imprensa nas últimas semanas. A Operação de sexta (22/10) para sábado (23/10) no local resultou em 14 encaminhamentos, veículos irregulares recolhidos, dispersão de dezenas de pessoas, multas a estabelecimentos e veículos irregulares e, principalmente, mais tranquilidade à população de bem que reside naquela região.

A Polícia Militar do Paraná vai apurar as circunstâncias do fato (que é um fato isolado) citado na reportagem, no entanto vale ressaltar que,conforme consta em boletim de ocorrência, o policial militar foi agredido e, por isso, precisou usar de força gradativa para conter a mulher, que, inclusive, tentou impedir o encaminhamento de outra pessoa durante a ação policial.

As ações policiais para coibir a perturbação do sossego e da tranquilidade no local, bem como evitar crimes, vão continuar com o objetivo de levar segurança e paz à população que lá reside.A PM tem um planejamento a ser aplicado em resposta aos anseios da comunidade.

A Polícia Militar pede a quem sentiu-se ofendido pela ação policial para que procure a Corregedoria da Polícia Militar, canal oficial para registro de informações envolvendo policias militares, para formalizar o relato e levar o que tenha de informações para a apuração do fato. Caso a pessoa prefira, pode se dirigir a qualquer quartel da Polícia Militar para isso.“

diz a nota.