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Caso Henry: defesa de Monique faz petição para mãe ser ouvida em segundo depoimento

Quando falou pela primeira vez com a polícia, Monique era atendida pelo mesmo advogado de seu namorado Doutor Jairinho 

Redação RIC Mais
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Caso Henry: defesa de Monique faz petição para mãe ser ouvida em segundo depoimento
Foto: Reprodução

19 de abril de 2021 - 16:48 - Atualizado em 19 de abril de 2021 - 17:28

A defesa de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel,  informou nesta segunda-feira (19) que protocolou um pedido para que ela seja ouvida em um segundo depoimento pelo delegado responsável pelo caso.

Ainda conforme nota enviada pelo escritório de advocacia, uma requisição para que o novo testemunho de Monique seja acompanhado por um promotor foi encaminhada ao Procurador Geral do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP/RJ).

Quando prestou seu primeiro depoimento à polícia, Monique ainda era representada pelo advogado André França Barreto, que na ocasião defendia também o vereador Doutor Jairinho (sem partido). 

No dia 12 de abril, ela passou a ser atendida por outros advogados. França, que em 14 de abril deixou a defesa de Jairinho, chegou a declarar que foi ele mesmo quem havia feito a indicação. No entanto, em entrevista coletiva, os novos representantes da mãe do menino Henry afirmaram que “a prisão na verdade a libertou da opressão” e que “chegou a hora de a Monique ser ouvida”.

Desde então, os advogados Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad têm trabalhado no sentido de que, segundo eles, a verdade seja ressaltada. O fato de várias testemunhas do Caso Henry terem prestado um segundo depoimento, é um precedente para que Monique tenha uma nova chance de dar sua versão sobre o relacionamento com o vereador e o que de fato ocorreu na noite de 8 de março, quando a criança de morreu

Veja a nota na íntegra:

“O objetivo da defesa da Sra. Monique Medeiros, é o resgate da verdade na fase de inquérito policial.

Sem razão plausível, até o presente momento, o Doutor Delegado Presidente do Inquérito não deferiu a nova audição de Monique e, na presente data, a defesa está protocolizando petição ao Delegado reiterando a necessidade imprescindível de ouvir Monique.

Ainda, a defesa entende necessário que na nova audição de Monique, esteja presente um Promotor de Justiça. Para tanto, requereu, junto ao Procurador Geral do Ministério Público do Rio de Janeiro, a designação de um Promotor especial para acompanhar o Inquérito.

Se o objetivo do inquérito é buscar a verdade dos fatos, em todos os seus contornos, não se justifica a demora na nova audição de Monique pedida pela defesa.

Rio de Janeiro, 19 de abril de 2021.

O caso

Henry Borel Medeiros, de 4 anos, morreu no dia 8 de março, ao dar entrada em um hospital da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Segundo o pai do garoto, Leniel Borel, ele e o filho passaram, normalmente, o fim de semana juntos. Por volta das 19h do dia 7, o engenheiro o levou de volta para a casa da mãe do menino, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, que morava com o namorado, o vereador Jairinho.

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De acordo com informações do jornal Metrópoles, ainda segundo o pai de Henry, por volta das 4h30 do dia 8, ele recebeu uma ligação de Monique falando que estava levando o filho para o hospital, porque o menino apresentava dificuldades para respirar.

De acordo com o laudo de necropsia, a criança deu entrada no hospital já sem vida e a causa da morte foi hemorragia interna, laceração hepática causada por uma ação contundente.

No corpo de Henry foram encontrados múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores, contusão em um dos rins, trauma com contusão pulmonar, infiltração hemorrágica em várias regiões da cabeça, edemas no encéfalo laceração no fígado e hemorragia retroperitoneal.

O casal está preso desde o dia 8 de abril. Segundo a Polícia Civil, os dois são suspeitos de homicídio duplamente qualificado, de atrapalhar as investigações e de ameaçar testemunhas para combinar versões.