Assassinatos

Família de mulher assassinada decide vingar o crime, mas mata homem errado

Polícia diz que Bruno Almeida, 29 anos, não era autor do crime e, inclusive, ajudou a polícia a desvendar o assassinato de Bárbara Barth

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações de William Bittar, da RICtv
Família de mulher assassinada decide vingar o crime, mas mata homem errado
(Foto: Reprodução / Balanço Geral Curitiba)

7 de dezembro de 2021 - 20:37 - Atualizado em 7 de dezembro de 2021 - 20:37

Familiares de Bárbara de Souza Barth, 25 anos, decidiram vingar a morte dela. A mulher foi esfaqueada dentro de sua casa, no bairro CIC, em Curitiba, em setembro deste ano. No entanto, na hora de vingar a morte dela, teriam executado a pessoa errada. Mataram Bruno Almeida, 29 anos, que, inclusive, tinha ajudado a polícia a desvendar o homicídio.

A casa de Bárbara foi invadida por dois marginais, que pularam o muro e a esfaquearam até a morte. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) chegou a desvendar o crime e apontar o assassino. Conforme o delegado Thiago Nóbrega, Bárbara e o marido, Andrei Gonçalves, eram traficantes de drogas e tinham uma “biqueira” em casa. Devido à atividade, estavam sempre cobrando os usuários devedores. conforme o delegado, foi um deles que esfaqueou Bárbara: Edimar Henriques Machado, que foi identificado, preso e autuado pelo homicídio.

Conforme apuração do repórter William Bittar, da RICtv, passado algum tempo, circulou pelo bairro o boato de que Bruno (o rapaz que colaborou com a polícia) é quem tinha cedido a faca usada no assassinato de Bárbara. O marido e o irmão de Bárbara, Andrei e Thiago Barth, acreditaram na história e armaram uma emboscada para matá-lo.

Andrei telefonou a Bruno e disse que não acreditava na história da faca, que sabia que era boato e que estava tudo bem. Como prova disso, se mostrou interessado em comprar uma moto que Bruno estava vendendo e marcou um encontro. Conforme a polícia, era uma emboscada, na qual Bruno foi executado a tiros. Uma testemunha disse ao delegado que viu Thiago dando os tiros.

Mandante

A execução de Bruno teria partido de dentro da cadeia, vinda de Erick de Lima, o “Sherokee”, chefe do tráfico de drogas na região e a pessoa que “autoriza” toda e qualquer execução na área. Depois do assassinato de Bruno, inclusive, quem deu fuga a Thiago e Andrei teria sido Milena de Oliveira Gomes, esposa de Erick. Ela está foragida.

Confira a história sob a narração do repórter William Bittar: