Saúde

Vereadores de Londrina aprovam PL que libera visitas virtuais a todos os pacientes internados

A proposta inicial abrangia apenas os pacientes internados com Covid-19; mas com a emenda, qualquer pessoa internada em hospitais da rede pública e privada podem realizar as videochamadas

Ana Clara
Ana Clara Marçal / Estagiária com informações da Câmara de Vereadores de Londrina e supervisão de Giselle Ulbrich
Vereadores de Londrina aprovam PL que libera visitas virtuais a todos os pacientes internados
Foto: Divulgação / Agência Pará de Notícias

18 de agosto de 2021 - 18:02 - Atualizado em 18 de agosto de 2021 - 18:02

O Projeto de Lei (PL) que libera visitas virtuais à pacientes internados com Covid-19 foi aprovado em 2° turno, nesta terça-feira (17), pela Câmara de Vereadores de Londrina, no norte do Paraná, com uma alteração. Um emenda foi incorporada à medida permitindo que qualquer paciente possa receber videochamadas.

 “O objetivo da emenda é dar isonomia a outros pacientes internados por outros problemas que não a Covid-19.”

explica o autor da emenda, o vereador Eduardo Tominaga (DEM).

Pessoas internadas que necessitem de isolamento, como em casos de difteria, H1N1 e tuberculose, assim como aqueles que os familiares morem em outras cidades, terão direito às visitas virtuais.

“O objetivo é estender o direito para outras internações em que a visita presencial esteja de alguma forma dificultada, como, por exemplo, no caso de quem mora em outro país ou outra cidade e não consegue visitar um familiar que está internado em Londrina. E mesmo que a família more na cidade em que o internado está, se for uma doença infecciosa, que o paciente possa ter o direito de fazer uma videochamada.”

ressalta a vereadora Lu Oliveira (PL), autora do projeto.

Os pacientes terão direto a uma chamada de vídeo por dia, segundo os horários estipulados pelo hospital. Aqueles que estiverem sedados ou em coma podem receber as visitas virtuais se os familiares autorizarem ou se a própria pessoa tiver autorizado, mesmo que de forma oral, enquanto ainda tinha condições de se expressar.

Um termo de responsabilidade com a proibição da divulgação das imagens em qualquer meio que exponha o paciente deve ser acordado entre o paciente, familiares e equipe médica.

Agora, o PL segue para sanção do prefeito Marcelo Belinati (PP). A medida entrará em vigo assim que for publicada.