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Secretaria da saúde descarta caso suspeito de ebola em Foz do Iguaçu

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

16 de outubro de 2014 - 00:00 - Atualizado em 16 de outubro de 2014 - 00:00

A Secretaria de Saúde do Paraná informou que o caso suspeito de ebola registrado na manhã desta quinta-feira (16) na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) João Samek, em Foz do Iguaçu, já foi descartado.

O paciente, um homem de 22 anos, é brasileiro, filho de libaneses, morador de Foz, que esteve em viagem internacional pela China, Dubai, Líbano e Itália. Ele procurou atendimento na madrugada desta quinta-feira (16) com febre, náuseas e ictirícia.

De acordo com a assessoria de imprensa, houve dificuldade na comunicação com o paciente no momento do atendimento e a secretaria entendeu que ele tinha passado por Serra Leoa, país atingido pela epidemia de ebola.

“O protocolo de suspeita de ebola foi inicialmente acionado pelos profissionais da Unidade de Saúde por conta de suas viagens. Em algum momento houve a informação de que ele poderia ter passado pelos países africanos com circulação do vírus de ebola, mas essa informação foi descartada pelo próprio paciente e as autoridades tiveram acesso a seu passaporte que não registra passagem pela África”, explicou o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Sezifredo Paz.

Ele ficou em isolamento, junto aos profissionais de saúde e demais pessoas que estavam na unidade por algumas horas na manhã desta quinta-feira (16). A Unidade de Pronto Atendimento foi temporariamente fechada e o paciente isolado, porém, como o caso foi oficialmente descartado para ebola, a UPA João Samek já foi reaberta ao público

Primeiro caso

O primeiro caso suspeito de ebola no Brasil foi identificado na semana passada, na cidade de Cascavel. A suspeita era de que um guineano de 47 anos teria contraído a doença. Ele chegou ao País em 19 de setembro, procedente de Guiné, declarando-se refugiado político, e foi internado em uma UPA da cidade, após apresentar febre.

De lá, ele foi transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), da Fundação Oswaldo Cruz (Fio Cruz), onde permaneceu em isolamento. O paciente recebeu alta nesta quarta-feira, após o segundo exame descartar a suspeita. O destino dele está sendo mantido em sigilo pelo Ministério da Saúde a pedido do próprio paciente, por conta das manifestações racistas e xenófobas publicadas em redes sociais. Outros imigrantes de Cascavel também afirmam que estão sendo vítimas de racismo e ofensas.