Saúde

Paraná já tem cinco casos suspeitos de hepatite misteriosa

São cinco crianças com suspeita da doença, quatro meninos e uma menina

Giselle
Giselle Ulbrich com informações da RICtv
Paraná já tem cinco casos suspeitos de hepatite misteriosa
REUTERS/Diego Vara

18 de maio de 2022 - 23:01 - Atualizado em 18 de maio de 2022 - 23:07

Durante a sessão na Câmara de vereadores de Maringá, nesta quarta-feira (18), o secretário interino de saúde, Clóvis Augusto de Melo, falou sobre a nova hepatite misteriosa que tem atingido crianças em diversos países. Ela estaria relacionada a uma co-infecção entre Covid e adenovírus, ou seja, quando a criança pega um vírus e depois o outro.

Após essa fala, a prefeitura de Maringá enviou à imprensa uma nota oficial, em que confirmou que havia um caso sendo investigado na cidade, mas que foi descartado. Agora, a prefeitura investiga se tem outro caso.

No mundo todo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, foram registrados 429 casos dessa nova hepatite, com 6 mortes e 26 pessoas que precisaram fazer transplante de fígado. A doença atinge principalmente crianças.

“A forma de transmissão dessa hepatite é de pessoa a pessoa, com sintomas respiratórios. O adenovírus tem uma característica que ele também cursa com infecções intestinais, além do paciente ter também o olho amarelo”, disse a infectologista Ana Gurgel, dizendo que há fortes indícios que o vírus já tenha sido detectado na cidade.

Para a infectologista, a vacinação e os cuidados com a higiene são fundamentais para evitar ou diminuir a propagação do vírus.

A Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) informou que o Paraná já tem cinco casos suspeitos: são quatro meninos e uma menina, entre 2 e 13 anos.

Veja na íntegra o posicionamento a Sesa:

“A Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) tem uma vigilância estabelecida para hepatite viral aguda (inflamação no fígado) causada pelos vírus comuns que causam a hepatite viral aguda, como o vírus da hepatite A, B, C, D e E.
Entretanto, diante das notícias internacionais de uma hepatite aguda de origem desconhecida em crianças, a Sesa está organizando o fluxo de vigilância e o apoio laboratorial e capacitando os serviços de saúde sobre a doença, emitiu nota técnica e realizou videoconferência sobre a questão junto às Regionais de Saúde, Rede CIEVS Paraná e Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do estado.

Além disso, monitora diariamente as ocorrências dos casos e a evolução das investigações realizadas nos países que já estão apresentando casos anteriormente, em busca de evidências que possam direcionar e apoiar as condutas já adotadas pelo Paraná.

Até o momento, o Paraná teve cinco casos suspeitos, sendo que um já foi descartado. São quatro meninos e uma menina, com idades entre 2 e 13 anos.”