Saúde

Outubro Rosa: saiba quais os sintomas, prevenção e tratamento do câncer de mama

A ocorrência de câncer de mama no mundo superou a do câncer de pulmão

Carol
Carol Machado / Produtora
Outubro Rosa: saiba quais os sintomas, prevenção e tratamento do câncer de mama
Imagem: Pixabay

1 de outubro de 2021 - 06:30 - Atualizado em 13 de outubro de 2021 - 15:39

O mês de outubro é marcado pela campanha “Outubro Rosa“, que consiste na conscientização do câncer de mama. A campanha é simbolizada pelo laço cor-de-rosa. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, o câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no país.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ocorrência de câncer de mama no mundo superou a do câncer de pulmão.

“Vale sempre alertar que o câncer de mama é um tumor curável em mais de 90% dos casos descobertos em fase inicial”,

declara o cirurgião oncológico Dr. Bruno Azevedo – CRM/PR 20472 / RQE 1012.

Vendo números tão atípicos devido a pandemia, onde diagnósticos foram adiados por medo e protocolos, ações de conscientização no mês rosa são muito importantes para assim mostrar a real necessidade do diagnóstico precoce.

“Nós, profissionais da área oncológica, temos como uma das grandes preocupações o adiamento dos exames diagnósticos e de controle ocasionados pela COVID-19. O câncer é uma urgência e, por isso mesmo, não podemos perder tempo no tratamento. E acreditamos que é através da informação que podemos mudar o cenário atual”,

explica Dr. Bruno.

E nesse mês, a ideia é criar um grande movimento de união visando o alerta em relação ao diagnóstico precoce e prevenção, ressaltando a importância da causa e assim que mais pessoas possam buscar um profissional e deixar os exames de rotina em dia.

O que é o câncer de mama?

Segundo o INCA, o câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. Existem vários tipos de câncer de mama. Alguns são crescem de forma mais rápida e outros crescem podem crescer de forma mais lenta.

O câncer de mama também pode atingir os homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. 

De acordo com a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), 95% dos casos de câncer de mama têm chances de cura.

Sintomas

Os sintomas do câncer de mama são:

  • surgimento de nódulos;
  • alterações de coloração ou forma da pele;
  • inversão do mamilo;
  • dor no local.

Contudo, o Dr informa que muitas vezes a doença é silenciosa “Porém, é importante ressaltar que a maioria deles são assintomáticos, sendo detectados através do exame de mamografia, que é de fundamental importância ao diagnóstico.”

Prevenção

Apesar da alta incidência, a boa notícia é que, se diagnosticado e tratado precocemente, o câncer de mama tem um bom prognóstico, explica Dr. Bruno Azevedo, ou seja há grandes chances do paciente se recuperar.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o exame de mamografia e também o tratamento para o câncer de mama em Unidades Hospitalares especializadas.

O que aumenta o risco?

Segundo o cirurgião, muitos fatores podem aumentar o risco de desenvolver câncer de mama, porém, ainda não se sabe exatamente como alguns podem tornar as células malignas: “Entre eles, destacam-se a obesidade, o sedentarismo e o tabagismo. Identificando esses fatores de risco, que chamamos de modificáveis, podemos ajudar a prevenir o câncer de mama com a mudança dos hábitos.”

Tratamento

Existem diversos tipos de tratamento para o câncer de mama. O Dr. Bruno Azevedo explica as principais diferenças entre cirurgia, quimioterapia, radioterapia e a tão falada imonoterapia ou terapia biológica. Confira:

  • Cirurgia: remoção de parte ou de todo o tumor, ou correção de problemas causados pela doença. O procedimento cirúrgico depende da localização do tumor e dos seus efeitos, ou órgãos envolvidos. Vale dizer ainda que esta área também tem crescido muito nos últimos anos e que o futuro está cada dia mais perto. Podemos afirmar isso, uma vez que a tecnologia está cada dia mais presente nas cirurgias. A Cirurgia Robótica já é uma realidade e é uma evolução da cirurgia laparoscópica, com instrumentos de grande precisão e variações de movimentos. Os benefícios da cirurgia minimamente invasiva em geral incluem menor sangramento durante a cirurgia, menos dor no pós-operatório, recuperação mais rápida, entre outros, quando comparado à cirurgia convencional. “Mas vale dizer ainda que é uma realidade distante da grande população, devido aos custos elevados, uma vez que os procedimentos ainda não estão citados entre os obrigatórios para cobertura nos planos de saúde”, explica.
  • Quimioterapia: remédios para controle ou destruição das células tumorais. Essas medicações podem ser administradas das mais variadas formas, como por exemplo: endovenosa, subcutânea e via oral.
  • Radioterapia: nessa modalidade de tratamento utilizam-se radiações ionizantes (raio-x e raio-gama, por exemplo) com o objetivo de eliminar células tumorais, ou para reduzir a chance de que um tumor removido com cirurgia retorne. Essa forma de energia pode ser produzida através de aparelhos específicos, denominados aceleradores, ou através de materiais radioativos colocados próximos ao corpo do paciente ou diretamente na área a ser tratada. Não provoca dores durante sua aplicação e também não é visível durante a sessão de tratamento. Os efeitos colaterais da radioterapia estão relacionados à área do corpo tratada, sendo assim, variado entre os pacientes.
  • Imonoterapia ou terapia biológica – não é mais apenas o futuro da oncologia, mas parte da realidade. O que ela faz é basicamente estimular o sistema imunológico da pessoa. Inicialmente, seu uso era restrito ao tratamento de melanoma, mas os estudos na área avançaram muito nos últimos anos e permitiram a expansão da aplicabilidade para outros tipos da doença. Quando bem-sucedido, o método propicia respostas duradouras do sistema imunológico, que passa a ter uma espécie de memória contra o tumor. Além disso, os efeitos do tratamento são muito menos agressivos quando contrapostos às abordagens tradicionais. “A imunoterapia nos permite direcionar o tratamento contra células tumorais. Um exemplo muito prático: na quimioterapia convencional, não consigo selecionar a célula tumoral, então vou ter efeitos colaterais como queda do cabelo, alteração da função intestinal e gástrica do paciente, alteração na formação de glóbulos vermelhos etc. Nessa nova abordagem, isso não acontece”, finaliza Dr. Bruno Azevedo.

Simples ações, que salvam vidas. Faça o exame!

Essa campanha conta com o patrocínio do Papel Higiênico Duetto: Macio e resistente ao mesmo tempo e com o apoio da Megamania: Pode sonhar, com a Megamania cap dá.