Saúde

Varíola dos macacos: Vírus é sexualmente transmissível e mais casos devem surgir, diz OMS

Até sábado (21), 92 casos haviam sido confirmados e 28 casos suspeitos de varíola foram relatados em 12 Estados membros que não são endêmicos para o vírus

Reuters
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Varíola dos macacos: Vírus é sexualmente transmissível e mais casos devem surgir, diz OMS
(Foto: Ilustrativa/Reprodução/ R7)

22 de maio de 2022 - 12:20 - Atualizado em 22 de maio de 2022 - 13:08

LONDRES (Reuters) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que espera identificar mais casos de varíola dos macacos à medida que expande a vigilância em países onde a doença normalmente não é encontrada.

Até sábado (21), 92 casos haviam sido confirmados e 28 casos suspeitos de varíola foram relatados em 12 Estados membros que não são endêmicos para o vírus, disse a agência da ONU, acrescentando que fornecerá mais orientações e recomendações nos próximos dias para os países sobre como mitigar a propagação da doença.

“As informações disponíveis sugerem que a transmissão de humano para humano está ocorrendo entre pessoas em contato físico próximo com casos sintomáticos”,

acrescentou a agência.

Varíola dos macacos

A varíola dos macacos é uma doença infecciosa que geralmente é leve e é endêmica em partes da África ocidental e central. É espalhada por contato próximo, e pode ser contida com relativa facilidade por meio de medidas como isolamento e higiene.

“O que parece estar acontecendo agora é que ela entrou na população como uma forma sexual, como uma forma genital, e está se espalhando assim como as infecções sexualmente transmissíveis, o que amplificou sua transmissão em todo o mundo”,

disse David Heymann, funcionário da OMS e um especialista em doenças infecciosas, à Reuters.

Heymann disse que um comitê internacional de especialistas se reuniu por videoconferência para analisar o que precisava ser estudado sobre o surto e comunicado ao público, incluindo se há disseminação assintomática, quem está em maior risco e as várias vias de transmissão.

O comitê, no entanto, não é o grupo que sugeriria declarar uma emergência de saúde pública de interesse internacional, a maior forma de alerta da OMS, que se aplicou à pandemia de Covid-19.

Por Jennifer Rigby