Saúde

Maringá é a primeira cidade do interior do Paraná a confirmar caso da varíola dos macacos

O paciente que positivou para a doença é um homem de 30 a 40 anos

Thiago
Thiago Fedacz Anastacio / estagiário Com informações de RICtv e supervisão de Guilherme Fortunato
Maringá é a primeira cidade do interior do Paraná a confirmar caso da varíola dos macacos
(Foto: Ilustrativa/Reprodução/ R7)

5 de agosto de 2022 - 18:55 - Atualizado em 5 de agosto de 2022 - 18:55

A Secretaria de Saúde de Maringá confirmou nesta quinta-feira (4) o primeiro caso de varíola dos macacos no município. O paciente é um homem entre 30 a 40 anos que apresentou sintomas da doença e procurou uma clínica particular na cidade. Ele está bem e não tem registro de viagens para outras regiões.

Outros três pacientes estavam com suspeita da doença, mas os testes descartaram a contaminação pelo vírus. Vale ressaltar que a doença não tem relação com macacos, visto que a sua transmissão é somente entre humanos. Gestantes, lactantes, puérperas e imunossuprimidos estão dentro do grupo de risco.

No Brasil, foram confirmados 1369 casos da monkeypox. No Paraná, 36 pacientes positivaram para a doença, 35 só em Curitiba. No país, foi registrado um óbito.

Sintomas

Segundo a médica infectologista Ana Gurgel, febre, dor de cabeça e ínguas no pescoço são os sintomas que aparecem logo na primeira semana da doença. Na sequência, lesões na pele, manchas vermelhas que podem conter pus, aparecem. A terceira fase da doenças são as crostas, que se configura como o período de maior transmissibilidade da doença.

A médica destaca que as feridas podem aparecer, em alguns casos, somente na região genital. Ela ainda ressalta que mesmo que haja poucas lesões é preciso procurar atendimento médico e fazer um teste.

Consequências

A médica infectologista aponta que a letalidade da doença não se compara com a da varíola humana, erradicada há décadas. Apesar disso, é possível haver infecções secundárias na pele, o desenvolvimento de encefalite e de meningite.

Prevenção

Caso o paciente teste positivo para a doença, é preciso ficar em isolamento de 14 a 21 dias. Só é possível sair do isolamento quando os ferimentos sumirem completamente. O uso de máscara e distanciamento social também colaboram para a diminuição da transmissão. Ela pode acontecer através de gotículas de saliva e secreções. Relações sexuais também são um grande fator de transmissibilidade.