Saúde

Mais de 3 milhões de paranaenses ainda não tomaram a dose de reforço

Altamira do Paraná, Nova Cantu, Corumbataí do Sul, Piên, Janiópolis, Guarapuava, Boa Vista da Aparecida, Mamborê e Jundiaí do Sul registraram o maior número de “faltosos”

Isadora
Isadora Deip / Estagiária com informações da Sesa e supervisão de Giselle Ulbrich
Mais de 3 milhões de paranaenses ainda não tomaram a dose de reforço
(Foto: Danilo Avanci/SESA)

22 de março de 2022 - 18:29 - Atualizado em 22 de março de 2022 - 18:29

Um levantamento divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná revela que 3.862.627 pessoas tomaram a primeira e a segunda dose da vacina contra a Covid-19, mas não retornaram para a dose de reforço no prazo indicado pelo Ministério da Saúde.

O número leva em conta o total de 8.207.305 pessoas aptas a tomarem o reforço, representando quase 50% dessa população. A maioria dos paranaenses que ainda não tomaram estão na faixa etária entre 20 a 34 anos. Enquanto isso, 81,97% dos que têm entre 70 e 74 e 81,28% dos que têm entre 65 e 69 anos tomaram o reforço.

Dos “faltosos”, 39,75% correspondem àqueles que receberam o esquema primário com doses da AstraZeneca, 34,43% com Pfizer, 22,38% com CoronaVac e 3,44% com Janssen.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, reforça a necessidade da dose de reforço e destaca que a vacinação é a principal estratégia para conter a pandemia da Covid-19, além de permitir a tomada de decisões pelo Estado, como o uso de máscaras.

“Temos vacinas para atender ao público e precisamos vacinar não só com a segunda dose, que garante proteção completa, mas também com a dose de reforço. Toda semana recebemos vacinas, então, precisamos é que as pessoas se conscientizem da importância desse complemento. Caso seja ultrapassado o prazo, é fundamental que o cidadão procure uma unidade básica de saúde assim que possível”,

completou.

A dose de reforço é recomendada para aqueles que já completaram o esquema primário, ou seja, já receberam duas doses de vacinas da Pfizer, AstraZeneca e CoronaVac ou uma dose da Janssen. Também é indicada para gestantes e imunossuprimidos.

O intervalo deve ser de quatro meses entre as doses da CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer (sendo aplicada a dose de reforço preferencialmente com o imunizante da Pfizer e de forma alternativa AstraZeneca/). Para quem tomou a dose única da Janssen, o Ministério da Saúde recomenda um intervalo de dois meses com o mesmo imunizante.

Cidades

Dentre os municípios, Altamira do Paraná, Nova Cantu, Corumbataí do Sul, Piên, Janiópolis, Guarapuava, Boa Vista da Aparecida, Mamborê e Jundiaí do Sul registraram o maior número de “faltosos” para a dose de reforço, todos com mais de 70% de ausência da população. Em Curitiba, a taxa é de 45,26%, com 683.672 pessoas acima de 18 anos em falta com a vacina. Londrina (32,20%), Maringá (40,27%), Cascavel (41,69%) e Ponta Grossa (45,56%) registram números acima dos 30%.

Uniflor, situado na área de abrangência de Maringá, teve o menor índice. Das 2.023 pessoas aptas à imunização, 496 estão em atraso (24,52%). Em seguida estão os municípios de São Pedro do Ivaí (24,58%), Alvorada do Sul (24,86%) e São Jorge do Ivaí (25,13%).

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