Saúde

Foz do Iguaçu é uma das cinco cidades brasileiras escolhidas para testar população em massa

Estudo vai ajudar o Ministério da Saúde a definir novas estratégias de combate a pandemia

Julia
Julia Cappeletto / Estagiária com informações do Fidel Alvarenga, da RIC Record TV
Foz do Iguaçu é uma das cinco cidades brasileiras escolhidas para testar população em massa
(Foto: Christian Rizzi/PMFI)

17 de setembro de 2021 - 19:46 - Atualizado em 17 de setembro de 2021 - 19:47

Nesta sexta-feira (17), Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, começou a representar o sul do Brasil em um projeto que estuda a Covid-19 a partir da testagem da população. O local escolhido para fazer os testes foi a região da Ponta da Amizade, na fronteira com o Paraguai.

“Foz do Iguaçu sempre lutou para que nós tivéssemos uma testagem em massa aqui na nossa região, porque aqui circula milhares de pessoas de outros países, de outras cidades do Brasil, então é um ponto estratégico para nós definirmos a circulação do vírus. Então, com essa testagem, nós vamos conseguir identificar se tem mais pessoas com vírus e, consequentemente, pessoas transmitindo a doença”,

afirma o prefeito Chico Brasileiro.

Ao todo, Foz do Iguaçu recebeu 16 mil testes para o projeto. Durante o primeiro dia, a ideia era de que pelo menos 200 pessoas participassem de forma espontânea. O motorista Vanderlei Ferreira fez o teste e o resultado negativo deixou ele aliviado.

“A gente não sabe o dia a dia, podendo ser assintomático né, a gente não sabe. Então, é muito válido esse trabalho, isso que o município tá prestando à população”,

diz Vanderlei.

Nos próximos dias, a prefeitura de Foz do Iguaçu vai definir como e onde serão realizados os outros testes. Já os resultados vão servir para o Ministério da Saúde desenvolver ações de combate a pandemia. Além de Foz do Iguaçu, outras quatro cidades do país participam do projeto.

“Mesmo com a curva epidêmica mostrando melhora em vários lugares do Brasil, as variantes parecem que estão um pouco mais sob controle, a vigilância precisa permanecer. Então, permanece a necessidade de testagem com PCR e teste de antígeno, vigilância genômica, é um novo cenário tecnológico que nós estamos utilizando, essa vigilância sobre novas variantes da doença, identificação rápida de casos. É uma necessidade, mesmo com a melhora da curva epidêmica em muitos lugares”,

explica o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde Hélio Angoti Neto.

O projeto é um plano piloto e até o final do ano o Ministério da Saúde pretende distribuir 60 milhões de testes rápidos para todas as cidades do Brasil.

“É uma estratégia que a gente vem pedindo há muito tempo para o Ministério da Saúde, agora conseguiu, talvez, testes mais efetivos, e, claro, nós agradecemos essa iniciativa, sempre. Se tivesse vindo antes seria importante, está vindo agora, é importante, assim nós vamos continuar atendendo as pessoas aqui no Paraná. E iniciando aqui em Foz do Iguaçu, que não é a maior cidade do estado, a maior é a capital Curitiba, mas aqui nós temos um fluxo enorme de pessoas que vai e voltam pela Ponte da Amizade todos os dias”,

diz o secretário de Saúde do Paraná Beto Preto.
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