Saúde

Casos de Covid aumentam 23% nas Américas; Brasil está entre exceções

Apesar da exceção, experiência da Europa, onde muitos países relataram números recordes de novos casos nas últimas semanas, pode ser um reflexo do futuro nas Américas

Reuters
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Casos de Covid aumentam 23% nas Américas; Brasil está entre exceções
Vacinação contra a Covid-19 no Rio de Janeiro

24 de novembro de 2021 - 16:17 - Atualizado em 24 de novembro de 2021 - 18:36

BRASÍLIA (Reuters) – Os casos de Covid-19 aumentaram 23% nas Américas na semana passada, principalmente na porção norte do continente, e quase todos os países da América do Sul, exceto Brasil, Suriname e Venezuela, estão relatando uma incidência crescente de infecções, disse a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) nesta quarta-feira (24).

A Opas também alertou que a América do Norte pode estar enfrentando uma recaída como na Europa, com os Estados Unidos e o Canadá reportando taxas crescentes de novos casos.

Em contraste, na América Central houve uma redução de 37% nas novas infecções.

“Embora os casos tenham diminuído significativamente nos últimos meses, a transmissão da Covid ainda está ativa em nossa região, então cada vez que baixamos a guarda, o vírus ganha impulso”, disse a diretora-geral da Opas, Carissa Etienne.

Ela alertou que a experiência da Europa, onde muitos países relataram números recordes de novos casos nas últimas semanas, pode ser um reflexo do futuro nas Américas.

Embora 51% das pessoas na América Latina e no Caribe tenham sido totalmente vacinadas contra a Covid-19, há 19 países onde a cobertura vacinal está abaixo de 40% de sua população.

A Opas disse que as altas de casos ocorrem principalmente em áreas densamente povoadas onde as medidas de prevenção ao vírus foram suspensas ou relaxadas. Com a aproximação da temporada de fim de ano e férias de verão no Hemisfério Sul, Etienne incentivou as pessoas a continuarem usando máscaras e mantendo o distanciamento social.

“Nossa região testemunhou um grande salto em novos casos após a temporada de fim de ano do ano passado e levou meses para os países reduzirem a incidência de novos casos”, disse ela.

(Por Anthony Boadle)