Saúde

Até que ponto é normal esquecer das coisas? Entenda a condição e saiba como melhorar a memória

A equipe do Balanço Geral Londrina conversou com um médico geriatra e um neurologista que explicam a partir de quando é preciso se preocupar com o esquecimento e dão dicas para melhorar a memória

Ana Clara
Ana Clara Marçal / Estagiária com informações de Daniela Calsavara, da RIC Record TV Londrina
Até que ponto é normal esquecer das coisas? Entenda a condição e saiba como melhorar a memória
Foto: Ilustrativa/Pexels

20 de agosto de 2021 - 15:06 - Atualizado em 20 de agosto de 2021 - 15:06

Esquecer a chave do carro, a compra do supermercado, o nome de alguém, o telefone… Esquecimentos como esses fazem parte da vida de muitas pessoas. Em tempos de pandemia e explosão de informações na internet, muitos têm sentido a memória ainda mais “fraca”.

“Vários fatores vem influenciando. A evolução nossa, da humanidade, essas últimas décadas, questões de informações, o acúmulo de informações, mudança do ensino, em relação às crianças. Hoje em dia, os ensinos evoluíram de uma forma muito intensa, é difícil, também, você acompanhar isso. Junta-se a isso a qualidade de vida ruim […] a questão da alimentação errada, falta de atividade física, falta de qualidade de vida em termos de sono, em termos de lazer”,

explica o neurologista Humberto Bottura.

Outros problemas de saúde como a ansiedade e a depressão, que têm acometido um número maior de pessoas desde o início da pandemia da Covid-19, também podem atrapalhar a capacidade de memorização.

Quando se preocupar?

Com o passar da idade, é normal que as pessoas comecem a apresentar quadros pequenos de esquecimento, como não se lembrar de um número de telefone, por exemplo. Decorar dados e se lembrar de tudo passa a ser mais difícil do que antes.

“Nós sabemos que temos alterações normais do envelhecimento que acontecem a partir dos 30, 40, fundamentalmente a partir dos 50 anos, aonde você tem algumas dificuldades pontuais, como esquecer nome de alguma coisa, não lembrar o número do telefone, ou falar uma coisa duas vezes, isso é absolutamente normal”,

comenta o geriatra Dr. Marcos Cabrera.

O sinal de alerta precisa acender quando esses episódios se tornam frequentes ou interferem na qualidade de vida.

“Se a gente percebe que essa perda de memória impacta na vida da gente, na função, eu deixo de ser o mesmo indivíduo dentro de casa, eu deixo de o mesmo profissional, eu deixo de ser o mesmo pai por conta dessa alteração neurológica, ai vale a pena fazer uma investigação”,

ressalta o médico geriatra.

Dicas

Para os pequenos esquecimentos, uma solução simples pode ser anotar. A lista do supermercado, as atividades do dia, números de telefone e endereços. No papel ou até mesmo no celular. Exercitar o cérebro através de atividades de raciocínio lógico e concentração também pode ser benéfico para a memória. Mas tão importante quanto esses exercícios é reservar momentos de descanso e relaxamento.

“O cérebro não precisa se sentir na obrigação de aprender tudo a todo momento. O cérebro precisa ter outros vínculos, um vínculo afetivo, um vínculo do lazer, como o lazer é importante para a vida das pessoas, para a saúde, não só física como mental das pessoas. O lazer é fundamental. E um jeito muito eficiente de descansar o cérebro é ter uma qualidade de sono boa”,

destaca o Dr. Marcos Cabrera.

Alimentação balanceada, atividade física de quatro a cinco vezes na semana, terapias ocupacionais como música, dança, desenhos e pinturas e qualidade de sono são os aliados para um cérebro saudável.

É importante lembrar que, ao sentir que o esquecimento tem prejudicado as tarefas do dia a dia ou não aparenta ser algo “normal”, deve-se consultar um médico especialista para um diagnóstico correto e tratamento adequado.

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