Saúde

Alerta: levantamento aponta alto risco de epidemia de dengue em Londrina

O Ministério da Saúde compreende uma situação de normalidade quando o IIVP está abaixo de 1%

Redação RIC Mais
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Alerta: levantamento aponta alto risco de epidemia de dengue em Londrina
(Foto: Ilustrativa/Agência Senado)

27 de janeiro de 2022 - 15:37 - Atualizado em 28 de abril de 2022 - 15:05

Londrina, no norte do Paraná, corre risco de epidemia de dengue. Dados do Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), divulgados nesta quinta-feira (27), apontam que, a cada 100 imóveis da cidade, pelo menos cinco tem focos do mosquito. Isso significa que o Índice de Infestação Vetorial Predial (IIVP) do município está em 5,51%.

O Ministério da Saúde compreende uma situação de normalidade quando o IIVP está abaixo de 1%. Até 3,9% é considerada uma situação de alerta e, acima desse valor, risco de epidemia. Os números, no entanto, ainda são menores do que os registrados em 2020, quando o índice chegou a 7,70%.

Em 2021, devido à pandemia da Covid-19, o levantamento não foi feito. No lugar, a Secretaria Municipal de Saúde realizou uma análise entomológica em 99 bairros da cidade com alto risco, resultando em um índice de 5,40%.

Bairros mais afetados

O levantamento vistoriou 10.533 imóveis de todas as regiões urbanas de Londrina, entre os dias 10 a 15 de janeiro deste ano. O IIVP mais alto foi registrado na zona norte da cidade (6,35%). Dos 2.897 imóveis vistoriados, 184 estavam com focos do mosquito. A segunda região mais afetada pelo Aedes aegypti foi a zona sul e leste, ambas com um índice de 5,92%. Logo em seguida está a região central com 4,82% e, por último, a região oeste, com 4,56%. (Confira os 10 bairros com índices mais altos)

  • Chácaras Eucalipto: 41,7%
  • Parque Maristela: 37,5%
  • Residencial Aquaville: 33,3%
  • Jardim Palmas: 21,1%
  • Bela Suíça: 20%
  • Royal Forrest: 19,1%
  • Parque Ouro Branco: 17,9%
  • Porto Seguro: 17,2%
  • Jardim Gávea: 17%
  • União da Vitória II: 16,1%

Focos

O LIRAa também apontou que 91% dos focos do mosquito estão em objetos em desuso jogados nos quintais, vasos de plantas e água de chuva armazenada. Os 9% restantes são objetos dentro dos imóveis, em cômodos como sala e cozinha.

“Precisamos do apoio da população na luta contra a dengue, pois mais uma vez o levantamento mostra que 91% dos criadouros estão nos quintais das pessoas e o restante dentro das residências delas, por isso nenhuma ação do poder público vai substituir a participação da sociedade civil no combate ao vetor.”

comenta o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado.

Casos

Desde o dia 1º de janeiro deste ano, Londrina registrou apenas um caso confirmado de dengue. Ao todo, foram mais de 555 notificações da doença. Quinhentas e dezesseis estão em andamento e outros 38 foram descartados.

Combate

Na manhã desta quinta (27), também foram divulgadas ações de combate ao mosquito. O enfoque maior será dado às áreas com maiores índices de infestação. As atividade incluem mutirões de limpezas, mutirões educativos, aplicação de fumacê costal entre outras.

Denúncias de possíveis criadouros do mosquito podem ser feitas através do Disque-Dengue 0800-400-1893, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Pessoas que apresentarem suspeita da doença devem procurar atendimento na unidade de saúde mais próxima. Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, erupções cutâneas, dores musculares e articulares, mal-estar, dor de cabeça e cansaço.

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