Política

Sessão plenária termina em discussão sobre caso da Igreja do Rosário, na CMC

Marciano Alves disse que o episódio é um exemplo de “cristofobia” e Renato Freitas rebateu, falando sobre a presença de pastores evangélicos no escândalo do MEC

Isadora
Isadora Deip / Estagiária com informações da CMC e supervisão de Giselle Ulbrich
Sessão plenária termina em discussão sobre caso da Igreja do Rosário, na CMC
Marciano Alves, Osias Moraes e Ezequias Barros de um lado, Renato Freitas do outro, voltaram a tratar da Igreja do Rosário. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

6 de abril de 2022 - 20:02 - Atualizado em 6 de abril de 2022 - 20:02

Marciano Alves (Solidariedade), Osias Moraes (Republicanos) e Ezequias Barros (PMB) usaram o espaço do início da sessão plenária desta quarta-feira (6), na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), para pedir que o Conselho de Ética puna Renato Freitas no episódio da Igreja do Rosário. Eles afirmaram que as falas eram uma alusão à passagem de 60 dias do episódio.

O Pastor Marciano Alves caracterizou o caso como um exemplo de “cristofobia”. Já Ezequias Barros disse que o pedido de desculpas de Freitas “não foi sincero” e destacou que ele deveria ser punido por suas “incoerências”. Osias Moraes reiterou as críticas e disse que mostraria como o padre foi coagido na ocasião e que a missa foi abreviada em 20 minutos devido à manifestação.

Renato Freitas ingressou na discussão criticando a “política de fabricação de mentiras em nível industrial” e destacando a presença de pastores evangélicos no escândalo recente do Ministério da Educação (MEC), com a suspeita de tráfico de influência para liberação de recursos do FNDE. Freitas ainda colocou em dúvida a sinceridade do apoio da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) à Igreja Católica, ao relembrar uma cena, de 1995, quando um membro da congregação chutou a estátua de uma santa dentro do templo.

Presidente da CMC interrompeu a sessão

O tema voltou ao plenário após a Ordem do Dia, quando o vereador Osias Moraes pediu a exibição de um vídeo interno da Igreja do Rosário, no qual o padre à frente da cerimônia se queixa de sons vindos do exterior do templo. As imagens não foram exibidas até o fim, devido a protestos em plenário. O presidente da CMC, Tico Kuzma (Pros), suspendeu a sessão e convovou uma reunião entre líderes e membros do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Kusma já tinha advertido os vereadores sobre o aumento do tom da discussão anteriormente na sessão.

A sessão foi retomada após 15 minutos, com o pedido de Osias Moraes para que o vídeo da Igreja do Rosário fosse interrompido “para não macular o processo [em andamento no Conselho de Ética]”.

“Eu vou pedir que retirem o vídeo da minha fala, porque nós, com os líderes desta Casa, e com o vereador Renato Freitas, que estava junto, chegamos a um ponto comum, que esse processo jamais pode ser maculado. Vou deixar, exclusivamente, para o Conselho apurar”,

disse.

A decisão de Moraes foi elogiada pelo presidente do Conselho de Ética, Dalton Borba (PDT). “Quero agradecer a compreensão dos vereadores e parabenizar a postura dos vereadores Osias Moraes e Renato Freitas [de não prosseguir com o tema]. Temos que manter o bom senso para que o Conselho observe todos os fatos e provas”, disse o parlamentar, prometendo um “julgamento técnico” e “despido de influência de qualquer parte que seja”.

Sete testemunhas do caso já foram ouvidas e uma nova sessão do Conselho de Ética está marcada para a próxima segunda-feira (11), a partir das 14h, para a tomada de novos depoimentos. Nessa data, está prevista a oitiva do vereador Renato Freitas.

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