Política

Pelo menos metade dos deputados do PR deve mudar de partido em 2022; entenda

As mudanças devem se concretizar em março

Pelo menos metade dos deputados do PR deve mudar de partido em 2022; entenda
Pelo menos metade dos deputados do PR deve mudar de partido em 2022 (Foto: Dálie Felberg/Alep)

3 de janeiro de 2022 - 16:36 - Atualizado em 3 de janeiro de 2022 - 16:36

Com a chegada das Eleições de 2022, boa parte dos políticos que compõem a atual gestão da Assembleia Legislativa do Paraná deve migrar para outras siglas entre os dias 1° de março a 1° de abril – época em que ocorre o prazo da janela eleitoral. De acordo com as informações apuradas pela produção do Jornal da Manhã, da Jovem Pan, pelo menos metade dos deputados deve anunciar tal mudança este ano.

Seja por convicções políticas, diminuição da representatividade da sigla, fusão entre legendas ou por conta da composição de federações partidárias, os parlamentares já iniciaram ou mantém negociações a fim de avaliar o melhor caminho a ser tomado nos próximos meses.

O União Brasil, novo partido que surge da fusão entre o PSL e o DEM, por exemplo, terá pelo menos seis representantes garantidos na Casa: Luiz Fernando Guerra, Coronel Lee, Nelson Justus, Plauto Miró, Dr. Batista e Élio Rusch. Já o Delegado Fernando, do Partido Social Liberal (PSL), ainda não definiu se seguirá o passo de seus companheiros de sigla ou se vai se filiar ao Partido Liberal (PL), partido do presidente Bolsonaro. O PL deve ser também o caminho do deputado Ricardo Arruda, atualmente representante no PSL.

Em relação a maioria dos representantes do Partido Social Cristão (PSC), na Alep não devem ficar na legenda. O segundo secretário da mesa executiva, deputado Gilson de Souza é um deles. Ele ainda não decidiu para qual partido irá, mas já bateu o martelo que não permanecerá na sigla. Da mesma forma que Evandro Araújo, que deve se filiar ao Partido Social Democrático (PSD), do governador Ratinho Junior, ou ao Podemos. Já a deputada Mabel Canto, que também não deve ficar na legenda, está analisando convites do PSDB e do Podemos. Wilmar Reichemback e Cantora Mara Lima ainda avaliam se vão permanecer ou não no PSC.

O parlamentar Homero Marchese, do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), deve se filiar ao Podemos, entretanto também estuda outras possibilidades. Já Márcio Pacheco não vai ficar no Partido Democrático Trabalhista e estuda migrar para o PSD ou para o PL.

Gugu Bueno, que é vice-líder do governo na Alep, deve migrar do PL para o PSD, ampliando a bancada do governador na casa. Nelson Luersen ainda não decidiu se segue no PDT e Cristina Silvestri pode sair do cidadania para migrar ao Podemos. Seu filho, Cesar Silvestri, é o presidente da legenda no Paraná. Já Tião Medeiros vai deixar o Partido Trabalhista Brasileiro e ainda avalia em qual sigla irá se filiar.

A composição das federações partidárias também deve influenciar na troca de partido por oito deputados. Com o apoio do Partido Verde (PV) ao Partido Trabalhista (PT) e à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Rodrigo Estacho, Pedro Paulo Bazana e Soldado Adriano José não devem permanecer na legenda. Adriano José deve migrar para o partido do governador, o PSD, mas os demais ainda não anunciaram uma decisão. Da mesma forma, Alexandre Curi, Artagão Jr., Jonas Guimarães, Luiz Cláudio Romanelli e Tiago Amaral não devem permanecer no PSB, caso seja concretizada a formação da federação partidária com o PT.

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