Política

Pedágio no PR: projeto de deputado da oposição tenta revogar cessão de rodovias

Pela lei aprovada em agosto do ano passado, o Estado cedeu à União, pelo prazo de 30 anos, a administração de 1,1 mil km de rodovias e a exploração de trechos ou obras rodoviárias estaduais

Redação RIC Mais
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Pedágio no PR: projeto de deputado da oposição tenta revogar cessão de rodovias
Leilão dos lotes de rodovias deve ocorrer no fim de 2022 (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

18 de maio de 2022 - 14:57 - Atualizado em 18 de maio de 2022 - 14:58

Um projeto de lei protocolado na quarta-feira (18) por um deputado da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) pede a revogação da cessão das rodovias parananeses ao governo federal, que é responsável por implantar o novo modelo de pedágio no Paraná.

Pela lei aprovada em agosto do ano passado, o Estado cedeu à União, pelo prazo de 30 anos, a administração de 1,1 mil km de rodovias e a exploração de trechos ou obras rodoviárias estaduais.

Conforme o autor do projeto que pede a revogação da lei que cedeu as rodovias, deputado Arilson Chiorato (PT), um dos principais motivos é a alta nos preços das tarifas, que, segundo ele, chega a 30% – antes mesmo do leilão, que deve ocorrer entre o fim de 2022 e 2023.

Outro motivo apontado pelo deputado é a falta de transparência e acesso à informação. O valor do aumento das tarifas consta em nota técnica divulgada pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), de 12 de maio deste ano.

“Não temos acesso às informações necessárias para acompanhar esse processo, que vai impactar a vida de todos que moram e trabalham no Paraná. A última novidade, que acompanhamos pela imprensa, é uma alta de 30% no valor da tarifa, o que vai deixar o pedágio mais caro de imediato”,

afirmou o deputado.

Chiorato, que coordena a Frente Parlamentar dos Pedágios, disse ainda que a revogação se justifica por processos não concluídos, mudanças unilaterais de modelos, falta de projetos técnicos e de avaliação de desapropriações e, principalmente, pelo o que ele chama de superfaturamento da tarifa.

O deputado usou o exemplo da praça de pedágio da BR-277, no distrito de São Luiz do Purunã, em Balsa Nova, na Região Metropolitana de Curitiba. Em novembro de 2021, quando as cancelas foram liberadas, a tarifa cobrada era de R$ 9,60 para carros.

O preço divulgado pelo governo para ir a leilão foi de R$ 8,01. Segundo o deputado, após a atualização dos valores, o preço base para ir a leilão subiu para R$ 10,33 – mais caro que a tarifa paga anteriormente. No leilão, ganha quem oferecer o maior desconto na tarifa.

Procurado pela RICtv, o líder do governo estadual na Alep, deputado Hussein Bakri (PSD), não quis comentar sobre os pedágios.