Política

Pacheco e Lira defendem processo eleitoral do país após ataques de Bolsonaro

O senador reafirmou a confiança nas urnas eletrônicas, um dia após o presidente Jair Bolsonaro ter feito novos ataques ao sistema eleitoral e defender que as Forças Armadas participem da contabilização dos votos no pleito de outubro

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Pacheco e Lira defendem processo eleitoral do país após ataques de Bolsonaro
Presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco

28 de abril de 2022 - 17:02 - Atualizado em 28 de abril de 2022 - 17:02

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Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) – Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), foram às redes sociais nesta quinta-feira defender o processo eleitoral no país, um dia após o presidente Jair Bolsonaro ter feito novos ataques ao sistema de votação e defender que as Forças Armadas participem da contabilização dos votos no pleito de outubro.

Primeiro a se manifestar, Pacheco, que é também presidente do Congresso Nacional, afirmou não ter cabimento levantar dúvida sobre as eleições no Brasil e reafirmou a confiança nas urnas eletrônicas.

“As instituições e a sociedade podem ter convicção da normalidade do processo eleitoral. A Justiça Eleitoral é eficiente e as urnas eletrônicas confiáveis. Ainda assim, o TSE está empenhado em dar toda transparência ao processo desde agora, inclusive com a participação do Senado”, disse Pacheco, em sua conta no Twitter pela manhã.

“Não tem cabimento levantar qualquer dúvida sobre as eleições no Brasil. O Congresso Nacional é o guardião da democracia!”, emendou ele.

No meio da tarde, Lira –que tem sido um dos principais aliados de Bolsonaro no Legislativo– disse no Twitter que “o processo eleitoral brasileiro é uma referência”.

“Pensar diferente é colocar em dúvida a legitimidade de todos nós, eleitos, em todas as esferas. Vamos seguir –sem tensionamentos– para as eleições livres e transparentes”, afirmou ele.

Nenhum dos dois fez menção direta ao presidente da República.

Na véspera, durante evento no Palácio do Planalto de desagravo ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) –beneficiado por perdão presidencial após ter sido condenado na semana passada pelo Supremo Tribunal Federal (STF)–, Bolsonaro ressaltou ser ele o chefe supremo das Forças Armadas, e disse que os militares não seriam “moldura” ou ficariam apenas “batendo palmas” após serem chamados pelo TSE para participarem do processo eleitoral.

“A gente espera que nos próximos dias o nosso Tribunal Superior Eleitoral dê uma resposta às sugestões das Forças Armadas”, disse. “E essas sugestões todas foram técnicas, não se fala ali em voto impresso.”

O presidente disse que uma das sugestões é para que haja um computador para que as Forças Armadas também possam contabilizar os votos no Brasil. Ele repetiu que haveria uma sala secreta do TSE em que se centraliza a apuração dos votos –fato inverídico e que já foi rebatido várias vezes pela corte eleitoral.

Procurado na véspera para comentar as declarações de Bolsonaro, o TSE não respondeu até o momento.

Com as pesquisas mostrando uma derrota para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva num eventual segundo turno, Bolsonaro voltou a fazer ataques ao sistema de votação e a ministros da cúpula do Judiciário, levantando dúvidas –sem qualquer tipo de evidência– sobre as urnas eletrônicas.

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