Política

Noemia Rocha decidiu pela cassação de Freitas depois de ouvir líderes evangélicos

Vereadora, que é líder religiosa da Assembleia de Deus, estava indecisa sobre punição. Conversa com outros religiosos teriam sido decisivas para tomada de decisão; veja os áudios

Noemia Rocha decidiu pela cassação de Freitas depois de ouvir líderes evangélicos
(Foto: Divulgação / Câmara Municipal de Curitiba)

10 de maio de 2022 - 21:07 - Atualizado em 10 de maio de 2022 - 21:21

Considerada a fiel da balança na cassação do vereador Renato Freitas (PT), que invadiu uma igreja de Curitiba em fevereiro deste ano, a vereadora Noemia Rocha (MDB), decidiu pela cassação do petista depois de conversar com líderes evangélicos. A coluna teve acesso a áudios de pelo três religiosos, Magno Malta, Silas Malafaia e Marco Feliciano, que pediram que ela votasse pela pena máxima.

O voto de Noemia era importante porque o Conselho de Ética da Câmara de Curitiba só podia remeter a possibilidade de cassação ao plenário da casa se a maioria dos parlamentares da comissão decidisse por isso. Segundo colegas, ela se mostrava reticente sobre que caminho tomar. A vereadora acabou sendo o voto decisivo para chegar a esse quorum. Agora o caso será decidido por todos os 38 vereadores. Freitas ainda pode recorrer da decisão.

Em um dos áudios, que circulam em grupos de mensagens de igrejas de Curitiba, o pastor Magno Malta fez um apelo à vereadora.

“Sei que ela é uma assembleiana firme, e que mais do que ninguém sabe que o profeta foi levantado não pra agradar, mas para fazer justiça”,

disse Malta.

Já o pastor Silas Malafaia foi mais enfático no pedido:

“Eu espero que a irmã em Cristo, membro da Assembleia de Deus, vereadora Noemia Rocha não ceda a pressão de MDB e vote pela cassação, porque hoje foi a igreja católica, amanhã pode ser a igreja evangélica”,

lembrou Malafaia.

O pastor Marco Feliciano, também lembrou que a decisão de Noemia poderia ter reflexos no futuro.

“Pedir mais uma vez, encarecidamente, para nossa irmã Noemia. agir com pensamento não agora, mas no futuro, porque se isso não acontecer [cassação], vai abrir um precedente e as consequências podem ser irreparáveis no futuro”,

afirmou Feliciano.