Política

‘Não tem tempo hábil’, diz Tico Kuzma sobre vereadores não usarem ônibus e sim carro locado

Para o presidente da CMC, o poder público deve incentivar cada vez mais o uso do transporte coletivo

‘Não tem tempo hábil’, diz Tico Kuzma sobre vereadores não usarem ônibus e sim  carro locado
'Não tem tempo hábil', diz Tico Kuzma sobre vereadores não usarem ônibus e sim carro locado (Foto: Reprodução/Jovem Pan)

20 de dezembro de 2021 - 16:36 - Atualizado em 20 de dezembro de 2021 - 18:22

O presidente da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), vereador Tico Kuzma (Pros), afirmou em entrevista ao Jornal da Manhã da Jovem Pan, nesta segunda-feira (20), que o poder público deve incentivar cada vez mais o uso do transporte coletivo. Porém, em seguida, ao ser questionado sobre o uso de carros locados pela CMC para a disposição dos parlamentares, Kuzma afirmou defender o uso.

“Temos 26 vereadores que usam o veículo [da CMC], e aqui eu defendo”,

comentou o presidente.

Segundo o presidente, cada vereador tem uma forma diferente de trabalhar. Enquanto alguns usam fortemente a atuação nas redes sociais, outros precisam se deslocar até os bairros para manter contato com a população. Durante a entrevista, Kuzma defendeu o uso do transporte público, e até mesmo não descartou a cobrança de novos subsídios para custeá-lo. Entretanto, sobre os vereadores usarem veículos locados, ao invés do transporte coletivo, o presidente comentou que “não há tempo hábil” para que os parlamentares possam dar este exemplo. Teoricamente, de acordo com o vereador, “nem todos usam, mas alguns sim”.

Polêmicas

“É um serviço de utilidade para muitas pessoas”,

comentou Kuzma.

No Brasil, o setor do transporte é de responsabilidade da prefeitura, que pode, ou não, terceirizar o serviço. Em Curitiba, o serviço é terceirizado. Diante de diversas polêmicas envolvendo as empresas responsáveis pelo transporte da capital, como atraso de pagamentos e outras irregularidades, para o presidente da câmara, o atual contrato, que vence em 2025, deve trazer outras alternativas.

“Precisa ser revisto o contrato e trazer outras alternativas”.

Sobre a questão de quem deve pagar pelo transporte, Kuzma garante que, por ser algo necessário para todos, o custo deve ser dividido igualmente.

“Não é justo que apenas o usuário pague, mas sim que o valor seja divido com todos”.

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