Política

Moro: ‘Vamos acabar com esse negócio de reeleição’

Moro disse que, atualmente, o presidente começa a trabalhar desde o primeiro dia pensando na reeleição

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Rodrigo Sigmura / Editor-Chefe
Moro: ‘Vamos acabar com esse negócio de reeleição’
(Foto: Rodrigo Sigmura/RIC Mais)

2 de dezembro de 2021 - 10:53 - Atualizado em 2 de dezembro de 2021 - 10:54

Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro e pré-candidato a presidência da república pelo Podemos, Sergio Moro disse nesta quinta-feira (2) que quer acabar com a reeleição de presidentes no Brasil e destacou que o país precisa de uma reforma política. Ele foi entrevistado no Jornal da Manhã Paraná, da Jovem Pan, nesta manhã e lança seu livro em Curitiba (PR) a noite.

“Nós precisamos retomar as pautas de reforma, para tornar o governo mais eficiente e a economia mais produtiva. Você precisa ter uma reforma política. Vamos acabar com esse negócio de reeleição”, destacou.

Moro também comentou que em 2023 terá como compromisso apresentar uma proposta de emenda constitucional para acabar com reeleição para o Presidente da República e cargos do Poder Executivo. “A única ressalva que eu faço, para que nós consigamos passar essa reforma, a gente não obstaculizar a reeleição dos governadores eleitos em primeiro mandato em 2023 e nem para os prefeitos eleitos em primeiro mandato em 2020. Para o presidente eleito em primeiro mandato em 2023, porque acho que ninguém vai querer votar no candidato do PT ou do PL, o ideal é abrir mão. Não pode ter reeleição”, sustentou.

O ex-juiz afirmou que, atualmente, o presidente eleito começa a trabalhar desde o primeiro dia pela reeleição e que “as reformas importantes para melhorar a vida das pessoas ficam em segundo plano”.

Foro privilegiado

Para Moro, o foro privilegiado também deve acabar para que os políticos não sejam tratados de forma superior em relação aos cidadãos. “Isso é uma afronta ao senso de justiça, ao sentimento de igualdade. Isso tem gerado distorções e impunidade. Para todo mundo, inclusive para o presidente de república. Está dentro do nosso projeto, pode escrever em pedra”, sentenciou.