Educação

Renato Feder afirma que parte dos paranaenses anseiam por cultura militar nas escolas

As novas quatro instituições não vão usar os famosos testes seletivos de ingresso

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Renata Nicolli Nasrala / Editora com RIC Mais Notícias
Renato Feder afirma que parte dos paranaenses anseiam por cultura militar nas escolas
(Foto: reprodução RIC Record TV)

24 de janeiro de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:54

Nesta sexta-feira (20), o secretário de educação Renato Feder conversou com o apresentador Marc Sousa em mais uma rodada do Paraná Entrevista, quadro veiculado no Paraná no Ar e no RIC Mais Notícias, do Grupo RIC.

Entre os temas abordados durante a entrevista, Feder destacou aos bons resultados obtidos pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), ensino médio noturno, tecnologia, educação financeira, escolas militares, escola sem partido, prova Paraná, calendário do ano letivo 2020, entre outras expectativas para o setor da educação.

Renato Feder afirma que Paraná vai receber mais quatro escolas militares

Conforme o secretário de educação, em 2020 a ideia é ampliar o número de escolas militares no Paraná, que já possui quatro instituições de ensino militares.

“Agora nesse ano a gente está abrindo com a ajuda do Governo Federal mais quatro escolas cívico-militares. A gente deve ampliar esse número porque a gente acredita que o Paraná é um estado democrático, então uma parte da sociedade anseia por uma cultura mais militar, então a rede deve oferecer isso, e as escolas cívico-militares terão essa ampliação parcial para que a gente possa atender a população”.

Entre os locais escolhidos para receber novas sedes do ensino estão Foz do Iguaçu, no oeste do estado, Londrina, no norte, Curitiba, e uma na região metropolitana.

Escolas cívico-militares não terão testes seletivos

Ainda conforme Feder, as novas quatro instituições não vão usar os famosos testes seletivos de ingresso.

“A gente não acredita em testes seletivos pra entrar na escola pública. Ela tem que ser disponível para todos. As escolas já existem, elas vão ser transformadas, então aqueles alunos que lá estão se quiserem continuar estudarão na cívico-militar, e a gente vai ampliar as vagas. Quando tiver duas pessoas tentando entrar a preferência é do irmão ou sorteio”.

A polêmica da escola sem partido e Paulo Freire

Para Feder, a secretaria não deve se meter na linha que o professor deve ou não seguir dentro de sala de aula, pois o foco é pensar na liberdade de ensino de cada profissional.

“A secretaria não deve dizer se o professor deve gostar do Paulo Freire ou seguir o Paulo Freire ou outro autor. Temos grandes linhas. O que a gente quer é uma boa aula que o aluno aprenda, e o professor ter a liberdade de seguir a sua linha”.